Se o clima influencia no espírito da gente, hoje o dia estava curitibano: mesmo que você veja o sol brilhando, trazendo um calorzinho com mó cara de “vemcheganduuuuuu verão, umcalor nocoooraaacçãããããoummmm” [assim mesmo, pq interpretação boa dispensa bom português, okei? Okei.] tem um ventinho maroto sugerindo que o tempo vai mudar a qualquer instante. Era só um flerte, o convite para a introspecção viria se o tempo nublasse.
Enquanto vivia o dia pelas ruas repletas de corpos mas meio deserta de alma, ajeitava a mochila nas costas e prestava atenção na conversa logo ali, “pooo, sacanagem isso né? Eu fico puta da cara, não consegue acordar duas horas mais cedo mas dorme várias mais tarde? Que que custa, uma vez só, estar lá as 8 não mata ninguém. Mesmo se fosse as 10, todo mundo atrasaria. Nossa, fico muito puta... (ouve o celular) mas é, bem isso, odeio... tá bom então, você vai né? Beleza, beleza... beeeeeeejoo!”. Concordo com a mocinha, um esforcinho em prol de nós mesmos [mesmo que se pareça fazer por outros] não mata ninguém. Aguardo o busum com cara de paisagem, para ornar com o que eu estava observando ao meu redor. Sei que você leitor pensou em burro quando foge, vaca quando morre, atirar-se dum pé de salsinha prum copo americano [nadir Figueiredo, mas sem merchan!] d´agua com sal [clima de mar...] mas não, era só mais um dia de sol com um ventinho maroto. Chegou, o busum e outra leva de pensamentos que me lembraram que talvez, talvez, tinha uma carta para ser aberta, perdida na pancinha das costas, a mochila.
Revira ali, deixa cair algo acolá, olha ali, dentro do caderno de rabiscos, entre a embalagem de sorvete [retrô, bonitinha!] e outras anotações, um envelope contornado de trapézios verde e amarelo, com outros detalhes em azul cor de bandeira do Brasil. Confirma a remetente, rasga com cuidado na ponta, desdobra a folinha lilás e perfumada, o resto é com ela:
Zuuuummmm!!
Outra temporada chegou... e mais rápido do que pudemos perceber! Não sei o que te escrever, heueueue... tão perto, mas tão longe, não? O certo é que não há nada que eu possa fazer para que tudo isso dê certo... isso depende apenas dum momento, dum sorriso, o olhar... mas enfim. Eu poderia começar a listar um monte de coisa boa (e ruim, =P) sobre essas fases, etc e tal... mas o que eu realmente queria te dizer aqui é:
O que nos iguala é o receio, o que nos distingue é a maneira como cada uma de nós lida com ele. Com tantos temores espalhados por aí, quem nunca ouviu "viva a vida intensamente", “deixe que os outros pensem o que quiserem” ou algo parecido? Mas, afinal... o q é viver a vida com intensidade? Bom, pra mim é pular dum bang-jump, assim que sai no pulo (perdão pelo trocadilho) de uma asa-delta, sem deixar de ir ao lugar mais assustador para mim um dia depois de ter mergulhado com tubarões e sem proteção.
Gente mais normal [ééé... mas o que é ser normal mesmo? Isso existe? Eu acho no Google? Vende onde?] acredita que a verdadeira intensidade está em pegar aquela chuva num dia de verão, em ir no lugar mais distante que nossa alma permite; é sentir uma brisa refrescar o seu rosto, é virar a noite conversando com gente legal até conseguir ver o nascer do sol, é conhecer pessoas dos mais variados tipos, principalmente aquela que se dedica a alguém querido, que faz os trabalhos alheios mesmo depois de um dia corrido, que tem uma atenção impossível para alguém que está esgotado, que compreende, escuta e ouve, que se esforça, e que até cozinha, e faz seus sacrifícios... ahh, a temporada, doce temporada! Qual será seu final? Não sei, ainda que a curiosidade impere loucamente. O que teremos? Doçuras ou travessuras? Dias de chuva e por-do-sol, ou noites como feriado? Nhaaammm... antes de ir fazer o que parei de fazer pra te escrever, preciso dizer que você é assim, singular assim, por isso não vejo mal em te lembrar e escrever, nem em pensar que isso tudo é ou não algo a se dizer. Pois como diz a música de um amigo nosso, pode não ser nada, mas não dá pra saber se não tentar (fantástico, né? Vai virar meu lema...).
É isso. Saudades sem fim, abraços e beijos barulhentinhos em ti xuxuuu!! E como diz outro nosso amigo [lembra qual? Eu não lembro mais, faz teeempo...], "no fim tudo dá certo. Se não deu é pq não chegou ao fim"!
Esqueci do clima, esqueci das conversas. Segui o dia. E meu sorriso parecia uma vida, grandiosa, mas inexplicável, sempre.
♫ | o ultimo [em 2009] da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto e está assinada logo abaixo. |:::| Esse foi inspirado também num depoimento trocado [e bem antigo], de uma Orkuteira especial.
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“…só pra saber o que você achou, dos veeersos que eu fiz e ainda espero respostaaahh” Diz Skank em Resposta. Leia e ouça aqui.
Tava eu num bailão ouvindo muito trem bão, quando avistei aquele tudo num canto do salão. De longe e de perto, um pitéu. A carinha de “ninguém dança comigo” foi mais que motivo pra colar naquela preta.
- tem par, minha nega?
- tenho não, moço.
- bora então, que ele chegou!
Nem eu acreditei que o 168 [pra 171 faltava 3 coisinhas, que fica feio se eu contar aqui] funcionou, e quando dei por mim rodopiava bunito, todo mundo olhava. Tenho certeza que Deus também, pensando baixo nos seus incomensuráveis [palavra grande e difícil, heinhô? Eu vi no dicionário e achei bonita pra escrever, né q fica mesmo?] devaneios: “serviço feito”. Deve ter aberto um sorrisão, daqueles que só quem tem o sentimento de dever cumprido consegue soltar. Mas vamo voltá pra minha prenda.
A gente tava ali num quase bem bom, passinho aqui, charme ali, conversas ao pé do ouvido, e o moço já tinha virado “que que isso! não me avexe, Adenor... aqui não, vai que alguém ouve!” e coisas assim [dentro daquelas 3 coisinhas que eu não vou contar, e já falei que fica feio se disser], até o final do festerê.
Depois do festerê a gente se esbarrou na rua e daí ela me deixou com o coração na mão e um telefone no bolso. Eu liguei, ela se importou, a gente se curtiu um tempão e depois foi curtir junto algo mais que morar. Passou mais um tempão e a gente tinha nossa família pra cuidar. Eu não prometi nada, mas cumpri tudo que a nega me inspirou a realizar! Eu nunca mais fui pro bailão, porque Deus me deu festerê em casa todo santo dia. Muita gente fala muita coisa, mas Ele me disse um dia: é amor, rapá! E mesmo que Eu não quisesse, vocês iam se encontrar!
Amor daqueles que crescem e viram um tantão de vida. Quatro e mais uma chegando, pra dizer nos conformes. Daqueles que a gente vive todo santo instante. Daqueles que eu nunca mais falei pra minha nega, e foi acumulando na barriga... ou ocê acha que eu engordei depois de casar porque?
♫ | mais um [possivelmente o penultimo de 2009] da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto e está assinada logo abaixo. |:::|
Fim de ano corridaço, muito trabalho! Só tenho parado mesmo pra escrever essas bobices que vem enquanto os fones de ouvido [praticamente membros anexos do corpo, heueue...] vão musicando na e recheando a mente [algumas bobices menores só via twitter, claro!], mantendo a queredeira de escrever nos “entretempos” dos dias... mas enfim, à um pulo de férias coletivas e da retrospectiva desse blog [e dum ano que foi e está muito gostoso, mas já pode acabar!] O resto é o resto :)
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“I got a woman, way over town... that´s good to me, ohhh yeaaah!” Ray Charles, I got a woman. letra aqui.
“E não duvide que um dia eu te darei o céu, meu amor junto com um anel... pra gente se casaaaar...” Seu Jorge, São Gonça. Ouve aqui.
Olha praquele quarto desmontado, com as paredes marcadas de quadros, rabiscos, mãos, pés, e uma ou outra sujeira. Nos olhos do corpo, apenas as marcas. Nos da alma, as marcas das fotos, dos momentos daquelas fotos, dos dias sem fim, as tardes de muitas alegrias, das noites em claro, das longas conversas – ou as curtas que disseram tudo – e dos vários livros e textos espalhados pelo lugar. O cheiro do próprio perfume misturado a poeira e o suave odor das velharias que vamos encostando na nossa vida e no nosso mundo, de dentro e de fora.
As caixas, poucas e empilhadas, terminam de completar o cenário daquele lugar tão seu, seu motivo para fechar os olhos e ir além. Desprendido das velhas práticas. Despido de mágoas e sabores amargos que nunca serão maiores que aquelas lembranças, mais que naturalmente as primeiras dos muitos instantes que foram vividos ali e por ali. Despedindo-se de um tempo que não volta mais, felizmente pensou ele, “já que a vida é feita de encontros e desencontros, e no misturar deles a gente vai aprendendo”, como sempre lhe disse um casal, amigos seus. Ele estava tranqüilo com a decisão que tomou, nem poderia estar doutra maneira.
Ouve o barulho do carro chegando, a porta abrindo, o trilili-tralalá dos amigos. Não na lembrança, reais mesmo e mais atuais, impossível. Abraços e beijos, aquele seu sorriso amarelo clássico e inesquecível [segundo os amigos; ele o achava apenas amarelo normal e normal como ele] passeando entre os cumprimentos. Um pouco mais de força aqui, um cuidadinho acolá, e tudo no carro. Menos a mochila.
Essa ficou por ultimo, junto com o mp3 player, os fones que tinha ganho da mãe, e a chave. Mais uma passeada pelo quarto. Os raios de sol batiam na janela e formavam um sorriso na parede oposta, como se fosse uma resposta ao que ele estava pensando enquanto caminhava: “o prazer foi meu, também :)”. Mochila num dos ombros, aparelho no bolso, fones na camiseta, chave na mão. Um olhar sereno. Um coração em paz. Um trinco torto, três voltas, uma batidinha na porta, segredo pra ela fechar bem, que quase toda porta que se preze tem.
Sentou no banco de trás, largou a mochila do outro lado do carro, desligou o celular, ligou o MP3. Tirou na manga um pequeno suor da testa, e com as mãos um pouco de pó da roupa.
Outro suspiro, agora era pra valer.
Levara consigo o que era necessário. Partiu...
♫ | outro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|
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Essa eu nem vou descrever, vale muito a pena ler e ouvir. Jason Mraz, The Boy´s Gone. letra aqui.
Como a cor dos olhos dela, que refletem uma expressão que me toca no ponto onde alguém passa de fazer parte na minha vida: torna-se especial nela.
E seu sorriso com um dente imperfeito, guardado por um par de carnudos e vermelhos lábios, aqueles sempre dispostos à mim; esses sempre servindo a mim, porém o servo mesmo sou eu: me curvo ao prazer destes beijos e venero seu corpo em cada ponto, perfeitamente moldado pra nos fazer satisfeitos.
Por que ela tem um jeito de falar que me fascina. Faz as melhores perguntas, me arranca verdadeiras respostas, e a forma de me olhar e rir dá certeza de que ela não só gosta do que ouve: gosta de quem diz, e expressa isso (sempre!) da melhor maneira que existe.
Parece ter sido feita pros meus planos. E me coloca nos dela como quem se desse não por satisfeita, mas com um novo motivo pra crer que isso vale a pena.
É tanta coisa que muitas vezes nem parece ser uma só.
Porém todas elas me fazem muito feliz.
E eu rio, feito menino arteiro.
♫ | outro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|
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“... we´ll explode in ecstasy, and I won´t take the blame: that love won´t let me wait...”, Diz John Legend [em uma regravação simplesmente fantástica :)] em That Love Won´t Let me Wait, nessa faixa abaixo, e na letra aqui.
“...mas nenhuma delas me fez tão feliz, quanto você me faz ...”, Diz Martinho da Vila em Mulheres, nesta letra.
“... perto de uma mulher, são só garotos...”, Diz Leoni em Garotos, nesta letra.
Noite estranha, copo vazio, cinzeiro cheio, carteiras vazias. Eu estirado no sofá. Ao fundo, não adianta nem tentar me esquecer. Durante muito tempo em sua vida eu vou viver. Eu sei Roberto, eu sei. Ela também sabe, vai var que foi por isso que fez o que fez. Xápralá.
Arrastados vamos, eu, minhas havaianas [que mais parecem haitianas, dado o seu estado] vermelhas, bermuda seminova e semivelha [depende do ponto de vista] e só, e a velha protuberância corporal central [pancinha sexy, muito prazer!] pra cama, depois de mais um dia daqueles e depois do ilustre pedido da TV pra ser desligada. Deito.
Não sei que horas, não sei qual dia. Sei que a vida já foi longe, já foi bela, já foi. Sei que tem muita gente ao meu redor querendo me por a cela, pra ficar mais linda a maneira como me usam. Sei que é mais fácil fingir o que é do que ser quem se é [e o engraçado é que os outros nunca estão contentes com quem somos – frustrados!] do que ter personalidade. Rolo prum lado pro outro e inclusive você, sono, também pegou essa mania de fugir de mim. Ele tem a paz e não sabe. É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo. Ahhhhh tá, Rei. Quem ouve pensa! Mas olha bicho, até que não deixa de ser ruim essa sua idéia, valeu.
Levanto atrás de um copo d´água [que isso ainda tem nesse pedaço bagunçado e nublado do universo também conhecido como meu apartamento], antes porém passo no banheiro e olho pra essa cara mal barbeada e com 31 dentes tortos e amarelos, prometo pra mim mesmo que amanha vai ser outro dia [doce redundância!!]. Agora sim, a cozinha, o que já foi uma geladeira [hoje é uma vaga e enferrujada, mas funcional lembrança da mesma], o copo, a água, a volta, eu deito, eu to pegando no sono, quem espera que a vida seja feita de ilusão, pode até ficar maluco ou morrer na solidão, é preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer... chega Rei, obrigado pela companhia. É preciso saber viver. Eu durmo.
Os cartazes de dois posts abaixo deram resultado... dia 25 proximo, em São Paulo, recebo um certificado de participação e a menção honrosa por tal, no concurso [e a assinatura de uma revista]. Bem bacana ter o trabalho reconhecido [e uma certeza: não sei lidar muito bem com isso, rs!] =)... os dias têm sido daqueles, do jeito que eu gosto! Cansam mas divertem, até me fazem resgatar um ou outro txt meu perdido entre cadernos e blogs q já particpei; uma entre várias lembranças que dias assim costumam proporcionar. E o resto é o resto ;)
Arremate: “(...) O verdadeiro sucesso está em ter paz de espírito, em ter a consciência tranqüila, em buscar a melhoria interior, busca esta que deve ser constante.” (Momento Espírita)
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“We just don´t care, we just don´t care…”, Diz John Legend em P.D.A. (We just don´t care).
Este serzinho que mostro acima apareceu no portão de minha casa numa terça [quase noite] fria e nublada, clima que combina com Curitiba mas não com primavera. Aparentemente machucado, não ofereceu resistência para ser pego e dentro de casa avaliado, limpo e alimentado. Depois, uma rápida passeada pela vizinhança para saber se tinha dono, a negativa e uma suja gaiola de presente.
Gaiola pra qual não foi, já que meu quarto estava com um ambiente mais divertido para que passasse aquela noite. Onde mesmo dando seus pequenos vôos, achou com o que entreter-se até que o sono nos pegasse e devidamente nos colocasse cada qual em seu canto. Despedi-me pela manha, e ao voltar do trabalho minha mãe avisou-me que conseguiu com outro vizinho um lugar para ele ficar, realmente livre. E sem a gaiola que ganhamos.
Este pequeno caso colocou-me a pensar tão intensamente quanto aquele par de olhos total e puramente vermelhos daquele pequenino, sobre o que é essa tal liberdade. E qual o tamanho das gaiolas que nos impomos na vida: a resistência de suas grades, e nossas resistências particulares para entender e viver considerando que a liberdade, tal qual a felicidade, é uma condição que carregamos dentro de nós, e que aumenta ou diminui conforme nossa percepção do mundo, e de nós mesmos diante daquilo que nos está para viver. Reflexão que conseguiu ser fechada com chave de ouro no final daquele dia, onde fui presenteado com um texto [ouvido, primeiramente] que entre outras coisas, diz:
“Bem se vê o quanto a liberdade é preciosa, pois representa a culminância de um processo de aprendizado.
Quando o Espírito compreende a essência dos mecanismos que regem a vida, torna-se amplamente livre.
Liberta-se da ardência dos sentidos, de dores e de vícios.
A liberdade é uma Lei da vida.
Tem como suas naturais contrapartes a responsabilidade e o mérito.
Porque pode optar entre várias condutas possíveis, a criatura tem mérito ou demérito conforme o que decida realizar.
A ninguém é lícito suprimir a liberdade do próximo ou transferir a responsabilidade dos seus atos a terceiros, ao segui-los sem refletir.” [TEXTO NA INTEGRA AQUI]
E daí não foi preciso pensar muito além =). Estendeu-se à lembrança desta percepção de mundo, o aprendizado que nos implica um dado volume de conteúdo. E sobre conteúdo, até digo que somos aquilo que escolhemos e quanto absorvemos do que e de quem está ao nosso redor. Mas deixo-lhes com um podcast chamado Café Brasil, numa edição antiga que trata sobre gente nutritiva. Ouça neste link, e leia o podcast na integra clicando aqui.
Recomendo passear pelo site e ouvir / ler os demais podcasts, que tratam com primazia [e aposto que fazia tempo que você não lia esta palavra, prezado leitor!] de um muito que costumamos discutir na blogsfera. E você, livre ou não, tem se alimentado com o que? O resto é o resto :)
Arremate: Só os muito sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam. [Confucio].
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“I´ve Just got to getcha this good job done / so I can bring it on home to ya”, Diz Ray Lamontagne em Three More Days.
Salve salve! Pra começo, e num raro momento de automerchan, aviso que estou participando de um concurso de cartazes que vai dar um interessante premio. O tema é sustentabilidade. Podia inscrever no máximo duas peças, mandei duas e para minha surpresa foram ambas pra pré-seleção de projetos. Estão logo abaixo, e se acreditarem que ele merece algum voto, deixo o link ao final deles, para que me digam o que acharam =).
Pés no chão do quarto. Um casal de passarinhos brincando no telhado alto de uma casa baixa com céu nublado e o cheiro da chuva misturado aos demais da cidade, num perfume impossível de não perceber. Outros finais de dia, agora melhor perceptíveis como começo de noite: o por do sol é a companhia desses instantes. Ou um pouco antes de vê-lo [o sol, claro!] brilhare refletir num laço, acompanhado pelo mar de gente que transita, cada qual com seu oceano para navegar [ou naufragar, conforme o seu estado de espírito, prezado leitor]. Um caminhar sem hora, e cachorros entre assustados e prontos para fazerem-se teus, param, olham, e se abanam inteiros durante e depois de um afago que significa um sorriso trocado. Como os vários espalhados em casais apaixonados, em amigos de toda data, em pares de olhos que variam do verde ao azul e eu seria injusto se me comprometesse a descrever só um. Não apenas por serem belos ou alguma coisa assim, é só para não levar a prosa muito longe. Mesmo que não seja tão longe quanto de onde vem aquela brisa que me beija com um gostinho de muito mais, tocando meu corpo mas sussurrando na alma: a vida é simples, simples... aproveita! E o quentinho que o sol dá junto com um outro ventinho que só tem nessas bandas de cá, costuma reiterar o que a gente sempre sabe mas as vezes não lembra: o resto é só o resto.
Arremate: A gente só vê o que conhece. [Augusto Carlos de Vasconcelos].
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“Só se conformemo quando o Joca falou: Deus dá o frio conforme o cobertô”, Diz Demonios da Garoa em Saudosa Maloca (do fantástico Adoniran Barbosa).
Olhos fixos em algum lugar, definitivamente muito longe dali. A cabeça em algumas fotos, em algumas palavras, em várias histórias: tudo atrás de duas perguntas, e duas respostas. E ele tem as duas perguntas, mas só uma das respostas. E ao mesmo tempo em que era o que mais lhe importava naquele momento, era o que menos se precisava pensar. Por todas as coisas que a vida costuma significar e que você pôde ler em algum lugar perdido por ai, e que já foram consideradas das mais distintas formas.
Pode ser no carro à caminho do trabalho, ou no caminhar despreocupado na hora do almoço, naquele dia mais tranqüilo ou pra esquecer do que a rotina está pedindo. O mesmo olhar fixo em algum lugar longe dali. As duas perguntas e uma resposta. Como namoradas dedicadas, recíprocas: ali, sinceramente presentes. Firmes e solicitas. Companheiras com 12 letras e um sem número de gestos. Como três faces de uma misteriosa [será que é isso que a faz sedutora?] mulher, a vida. E todo um outro conjunto de pensamentos que trás a mais completa certeza: de que tudo vai dar certo.
♫ | primeiro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|
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“... consciência e paciência, intensas modificações...”, Diz JQuest em Todas as Janelas (do álbum Discotecagem Pop Variada, um dos de maior destaque na carreira da banda). Ouça Clicando aqui. E a letra está aqui.
Sempre falo disso por aqui (paixão), já q sou um ser movido por elas.
Então tão, outra das paixões que carrego na vida são as animações. Sempre que consigo, invisto meu tempo assistindo a realidade sendo reproduzida através de traços e/ou outros elementos que se permitam animar [no ultimo feriadon fui ver UP!, e recomendo!]. Meu “talento” para a área nunca foi qualificável o suficiente para me colocar trabalhando neste mundo [o que particularmente acho bom; certas coisas só mantêm-se prazerosas se nos limitarmos a sua observação], o que me permitiu crescer e continuar envelhecendo, sem perder a “infantil” admiração por esta arte tão sublime. Meus futuros descendentes não poderão reclamar que eu não fico vendo TV com eles :o))... abaixo, uma pequena (e bela) historia contada animadamente [ / trocadilho]. Peguei lá no Smelly Cat [clica pra ir!], um excelente blog sobre o assunto.
Minha alma sempre foi esportiva. Dos tempos de muito muleque, o futebol na rua e depois numa quase escolhinha, fora jogá-lo todos os dias na escola e com esse mesmo pessoal fora dela, nos finais de semana. Nos últimos 5 anos, bikear e correr passaram a frente da atividade boleira pelas circunstancias da rotina. E desde então tenho feito o que posso para encaixar as duas atividades nos meus dias com uma certa regularidade... enfim consegui.
Bikear é descobrir a mesma cidade através de outros caminhos, passando por ruas que você passa todo dia, olhando sem ver. Ou virando numa esquina, e descobrindo as cidades dentro da cidade, universos particulares de um infinito ao meu redor. Metade da atenção no transito [que em algumas regiões privilegia os ciclistas], a outra no resto: pessoas, olhares, a vida ali passando em cada um, e quanto tempo eu vou andando sem as mãos. Quando não, um parque-a-parque pelo prazer da pedalada. [Costumam chamar de loucura, pq dá uns 75-80km, fácil...]. Correr é um momento muito pessoal, muito intimo. É um jeito de parar e olhar para si, deixando que mente e alma falem mais que o corpo, que vai sendo guiado por onde necessário. Um exercício constante de meditação, concentração, paciência... dois momentos nos quais costumo organizar mente e coração para o dia-a-dia que sempre reserva de tudo um pouco. E de brinde, o corpo não padece.
Nada, bom... esse é um esporte muito raro de praticar, da minha parte. Mas adoro, toda vez que eu faço :)...
O PEQUENO ESCRITO | ERA PRA SER QUASE ASSIM – UM DIÁLOGO
- pra sempre?
- sempre acaba. Pode ser por mais tempo?
- todo onde faça sentido.
- vem comigo?
- até o fim daquele caminho. E você, o que me contas?
- você sabe tudo de mim, sem que eu precise dizer. Sempre soube.
- não que eu quisesse, é natural. Cabe muita coisa num olhar.
- [suspiro] é...
- mais do que a gente imagina.
- como naquela musica?
- melhor que lá, pois é real.
- e o que não é real?
- você.
OUTRO PEQUENO ESCRITO | RECOMEÇAR (fontes distintas, e confusas!)
Não importa onde você parou... em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? foi aprendizado...
Chorou muito? foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora...
Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples, de novo.
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“I've gotta turn and walk away. I don't have anything left to say... I haven't already said before, and I've grown tired of being used, and I'm sick and tired of being accused...”, Diz James Morrison em The Last Goodbye. (do 1º Cd dele, Undiscovered. Sensacional…)