2009, último capítulo.

Foi muito, muito bacana!

Um ano de caminhada repleta de pequenos passos, típicos de recomeço, daqueles que nos preparam para grandes saltos logo ali, num quando que a gente não sabe e não espera acontecer, por estar [pre]ocupado fazendo a hora. Esmiuçando então tão:

 

 

Profissionalmente, era ver que a facul não foi brincadeira e que dedicar-se a essa paixão tinha várias formas de demonstrar e manter-se valendo à pena. A ideia de ter seu trabalho nas telinhas [de TV e PC] e nas ruas, dando muito resultado para seu local de trabalho e aos clientes atendidos não só ficou mais comum como mais fácil de absorver. O reconhecimento em um concurso nacional, como um delicioso convite para continuar incondicionalmente buscando o melhor em tudo que possa significar para a vida profissional e a carreira em comunicação. Um ano de outras lições e conquistas menores, mas não menos importantes!

 

Pessoalmente, um 2009 de aprendizados fantásticos, que proporcionaram todas as emoções que convém a nossa humanidade: do rir sem motivo [e como isso é bom!] ao chorar [incontrolavelmente...] na luta para não aceitar o inaceitável, brigando consigo para não brigar com nada nem ninguém. Aprendi que a minha dedicação [eis 1 coisa que fiz bastante nesse ano] não tem limites, o que por extensão me permitiu explorar e ultrapassar outros limites que as circunstancias da vida vão nos impondo [e confesso sem falsa modéstia que carrego um enorme orgulho próprio por isso =D!!]. Aprendizado este que me mostrou um grande [grande mesmo!] erro, que desencadeou erros menores [mas de boas consequências]: eu confundi um sentimento meu e, por mais parecido que possa ser, amor não é apego e apego, não é amor. Ainda que tenham em comum o sentimento oposto, que é a indiferença. Uma lição mais que pertinente: transformadora.

 

Estas lições, por extensão, deixaram definitivamente claro que nos últimos anos, escolhi pra mim mesmo as piores maneiras de perder o meu tempo, quando no ato criativo de enxergar o que está diante dos meus olhos, os fechei para aceitar o que não estava. Para a maior parte das coisas, é preciso mantê-los abertos, também: para que a criatividade seja verdadeiramente funcional, e que se siga sem medo de algumas verdades. Agora aprendi, e tudo o que custou foi doído, mas justíssimo. Outra lição transformadora.

 

 

Reaprendi que impossíveis são apenas as coisas que não queremos de verdade; que a gente só dá aquilo que a gente tem, e mesmo quando a gente não dá, direta ou indiretamente, mostramos o que temos para oferecer; [como disse aqui] que não importa o quanto você se importe [outra coisa que fiz bastaaaaante em 2009, fruto da dedicação :D] tem gente que não se importa, mesmo. Que respeito, coerência, sinceridade e reciprocidade estão diretamente ligados ao tamanho do nosso caráter e as referencias que carregamos na vida, já que são estas que compõem aqueles. Que palavras são apenas palavras [e eu tinha falado sobre isso aqui e aqui há algum tempo]. Que a minha paz de espírito vale mais, muito mais, que qualquer outra coisa [por esses motivos aqui], e que tenho que dar um pouco mais de valor pra minha intuição.

 

Encontrei em textos, olhares e conversas, duas verdades que ficarão impregnadas em minha vida; são grandes o suficiente para que caibam em poucas palavras:

O esforço compensa.

Tudo passa.

 

No universo ao meu redor, eu moro num dos países do futuro, que pode ter à frente [em todos os setores] gente melhor, apenas quando necessário. Um país que fica as escuras, com cidades embaixo d´água ou violentas como praças de guerra e sede olímpica. De gente que batalha demais, e que usa roupa de menos [conforme sua opinião, prezado leitor]. De seleções fortes e atletas [das outras modalidades] pouco valorizados. Assisti a política ambiental ser mais política que ambiental, e também os primeiros filmes em 3D “de verdade”. Eu vi o meu Atlético continuar andando de lado. Eu vi um negro à frente do maior país do mundo e 140 caracteres me dizendo que, quem sabe, menos seja mais. E muitas outras coisas que agora eu não me lembro =).

 

 

No infinito particular, eu vivi outra porrada de momentos deliciosos, viajados, quistos, escritos e fotografados, física e mentalmente. Eu fiz tudo que queria para permanecer feliz e consegui! Mantive-me no centro da minha vida, e construí meus novos planos na base firme da serenidade e da paciência, com a tranqüila e sincera consciência de que hoje, de uma nova maneira, carrego comigo só aquilo e aqueles que me são necessários: para seguir, refinar, crescer, aprender, viver. De verdade.

Vem 2010, vem! Porque o resto é sóóóó o resto =D!

 

Posta-se assim >> Muito feliz

“… and it takes some work to make it work, it takes some good to make it hurt…”, Diz Jason Mraz em “Life is Wonderful”.

“… tu já ouviu o velho ditado que diz que a vida é simples simples, quem complica é a gente (...) correr na frente sempre e nunca atrás: orgulho de si mesmo e do trabalho que faz...” Marcelo D2, em “Minha Missão”.



Foi dito por « tony » às 19:26
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♫ | Nas cartas de alguém distante.

 

Se o clima influencia no espírito da gente, hoje o dia estava curitibano: mesmo que você veja o sol brilhando, trazendo um calorzinho com mó cara de “vemcheganduuuuuu verão, umcalor nocoooraaacçãããããoummmm” [assim mesmo, pq interpretação boa dispensa bom português, okei? Okei.] tem um ventinho maroto sugerindo que o tempo vai mudar a qualquer instante. Era só um flerte, o convite para a introspecção viria se o tempo nublasse.

 

Enquanto vivia o dia pelas ruas repletas de corpos mas meio deserta de alma, ajeitava a mochila nas costas e prestava atenção na conversa logo ali, “pooo, sacanagem isso né? Eu fico puta da cara, não consegue acordar duas horas mais cedo mas dorme várias mais tarde? Que que custa, uma vez só, estar lá as 8 não mata ninguém. Mesmo se fosse as 10, todo mundo atrasaria. Nossa, fico muito puta... (ouve o celular) mas é, bem isso, odeio... tá bom então, você vai né? Beleza, beleza... beeeeeeejoo!”. Concordo com a mocinha, um esforcinho em prol de nós mesmos [mesmo que se pareça fazer por outros] não mata ninguém. Aguardo o busum com cara de paisagem, para ornar com o que eu estava observando ao meu redor. Sei que você leitor pensou em burro quando foge, vaca quando morre, atirar-se dum pé de salsinha prum copo americano [nadir Figueiredo, mas sem merchan!]  d´agua com sal [clima de mar...] mas não, era só mais um dia de sol com um ventinho maroto. Chegou, o busum e outra leva de pensamentos que me lembraram que talvez, talvez, tinha uma carta para ser aberta, perdida na pancinha das costas, a mochila.

 

Revira ali, deixa cair algo acolá, olha ali, dentro do caderno de rabiscos, entre a embalagem de sorvete [retrô, bonitinha!] e outras anotações, um envelope contornado de trapézios verde e amarelo, com outros detalhes em azul cor de bandeira do Brasil. Confirma a remetente, rasga com cuidado na ponta, desdobra a folinha lilás e perfumada, o resto é com ela:

 

Zuuuummmm!!

Outra temporada chegou... e mais rápido do que pudemos perceber! Não sei o que te escrever, heueueue... tão perto, mas tão longe, não? O certo é que não há nada que eu possa fazer para que tudo isso dê certo... isso depende apenas dum momento, dum sorriso, o olhar... mas enfim. Eu poderia começar a listar um monte de coisa boa (e ruim, =P) sobre essas fases, etc e tal... mas o que eu realmente queria te dizer aqui é:

 

O que nos iguala é o receio, o que nos distingue é a maneira como cada uma de nós lida com ele. Com tantos temores espalhados por aí, quem nunca ouviu "viva a vida intensamente", “deixe que os outros pensem o que quiserem” ou algo parecido? Mas, afinal... o q é viver a vida com intensidade? Bom, pra mim é pular dum bang-jump, assim que sai no pulo (perdão pelo trocadilho) de uma asa-delta, sem deixar de ir ao lugar mais assustador para mim um dia depois de ter mergulhado com tubarões e sem proteção.

 

Gente mais normal [ééé... mas o que é ser normal mesmo? Isso existe? Eu acho no Google? Vende onde?] acredita que a verdadeira intensidade está em pegar aquela chuva num dia de verão, em ir no lugar mais distante que nossa alma permite; é sentir uma brisa refrescar o seu rosto, é virar a noite conversando com gente legal até conseguir ver o nascer do sol, é conhecer pessoas dos mais variados tipos, principalmente aquela que se dedica a alguém querido, que faz os trabalhos alheios mesmo depois de um dia corrido, que tem uma atenção impossível para alguém que está esgotado, que compreende, escuta e ouve, que se esforça, e que até cozinha, e faz seus sacrifícios... ahh, a temporada, doce temporada! Qual será seu final? Não sei, ainda que a curiosidade impere loucamente. O que teremos? Doçuras ou travessuras? Dias de chuva e por-do-sol, ou noites como feriado? Nhaaammm... antes de ir fazer o que parei de fazer pra te escrever, preciso dizer que você é assim, singular assim, por isso não vejo mal em te lembrar e escrever, nem em pensar que isso tudo é ou não algo a se dizer. Pois como diz a música de um amigo nosso, pode não ser nada, mas não dá pra saber se não tentar (fantástico, né? Vai virar meu lema...).

 

É isso. Saudades sem fim, abraços e beijos barulhentinhos em ti xuxuuu!! E como diz outro nosso amigo [lembra qual? Eu não lembro mais, faz teeempo...], "no fim tudo dá certo. Se não deu é pq não chegou ao fim"!

 

Esqueci do clima, esqueci das conversas. Segui o dia. E meu sorriso parecia uma vida, grandiosa, mas inexplicável, sempre.

 

♫ | o ultimo [em 2009] da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto e está assinada logo abaixo. |:::| Esse foi inspirado também num depoimento trocado [e bem antigo], de uma Orkuteira especial.

 

 

Posta-se assim >> Na correriaMuito felizNa correria

“…só pra saber o que você achou, dos veeersos que eu fiz e ainda espero respostaaahh” Diz Skank em Resposta. Leia e ouça aqui.



Foi dito por « tony » às 21:02
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♫ | Minha neeega!

 

Tava eu num bailão ouvindo muito trem bão, quando avistei aquele tudo num canto do salão. De longe e de perto, um pitéu. A carinha de “ninguém dança comigo” foi mais que motivo pra colar naquela preta.

 

 - tem par, minha nega?

 - tenho não, moço.

 - bora então, que ele chegou!

 

Nem eu acreditei que o 168 [pra 171 faltava 3 coisinhas, que fica feio se eu contar aqui] funcionou, e quando dei por mim rodopiava bunito, todo mundo olhava. Tenho certeza que Deus também, pensando baixo nos seus incomensuráveis [palavra grande e difícil, heinhô? Eu vi no dicionário e achei bonita pra escrever, né q fica mesmo?] devaneios: “serviço feito”. Deve ter aberto um sorrisão, daqueles que só quem tem o sentimento de dever cumprido consegue soltar. Mas vamo voltá pra minha prenda.

 

A gente tava ali num quase bem bom, passinho aqui, charme ali, conversas ao pé do ouvido, e o moço já tinha virado “que que isso! não me avexe, Adenor... aqui não, vai que alguém ouve!” e coisas assim [dentro daquelas 3 coisinhas que eu não vou contar, e já falei que fica feio se disser], até o final do festerê.

 

Depois do festerê a gente se esbarrou na rua e daí ela me deixou com o coração na mão e um telefone no bolso. Eu liguei, ela se importou, a gente se curtiu um tempão e depois foi curtir junto algo mais que morar. Passou mais um tempão e a gente tinha nossa família pra cuidar. Eu não prometi nada, mas cumpri tudo que a nega me inspirou a realizar! Eu nunca mais fui pro bailão, porque Deus me deu festerê em casa todo santo dia. Muita gente fala muita coisa, mas Ele me disse um dia: é amor, rapá! E mesmo que Eu não quisesse, vocês iam se encontrar!

 

Amor daqueles que crescem e viram um tantão de vida. Quatro e mais uma chegando, pra dizer nos conformes. Daqueles que a gente vive todo santo instante. Daqueles que eu nunca mais falei pra minha nega, e foi acumulando na barriga... ou ocê acha que eu engordei depois de casar porque?

 

 

♫ | mais um [possivelmente o penultimo de 2009] da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto e está assinada logo abaixo. |:::|

 

 

Fim de ano corridaço, muito trabalho! Só tenho parado mesmo pra escrever essas bobices que vem enquanto os fones de ouvido [praticamente membros anexos do corpo, heueue...] vão musicando na e recheando a mente [algumas bobices menores só via twitter, claro!], mantendo a queredeira de escrever nos “entretempos” dos dias... mas enfim, à um pulo de férias coletivas e da retrospectiva desse blog [e dum ano que foi e está muito gostoso, mas já pode acabar!] O resto é o resto :)

 

Posta-se assim >> Na correriaBrincalhãoNa correria

“I got a woman, way over town... that´s good to me, ohhh yeaaah!” Ray Charles, I got a woman. letra aqui.

“E não duvide que um dia eu te darei o céu, meu amor junto com um anel... pra gente se casaaaar...” Seu Jorge, São Gonça. Ouve aqui.



Foi dito por « tony » às 22:35
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Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.