♫ | Depois da hora da escolha.

Um suspiro, e um tropeçar na mochila.

 

Olha praquele quarto desmontado, com as paredes marcadas de quadros, rabiscos, mãos, pés, e uma ou outra sujeira. Nos olhos do corpo, apenas as marcas. Nos da alma, as marcas das fotos, dos momentos daquelas fotos, dos dias sem fim, as tardes de muitas alegrias, das noites em claro, das longas conversas – ou as curtas que disseram tudo – e dos vários livros e textos espalhados pelo lugar. O cheiro do próprio perfume misturado a poeira e o suave odor das velharias que vamos encostando na nossa vida e no nosso mundo, de dentro e de fora.   

 

As caixas, poucas e empilhadas, terminam de completar o cenário daquele lugar tão seu, seu motivo para fechar os olhos e ir além. Desprendido das velhas práticas. Despido de mágoas e sabores amargos que nunca serão maiores que aquelas lembranças, mais que naturalmente as primeiras dos muitos instantes que foram vividos ali e por ali. Despedindo-se de um tempo que não volta mais, felizmente pensou ele, “já que a vida é feita de encontros e desencontros, e no misturar deles a gente vai aprendendo”, como sempre lhe disse um casal, amigos seus. Ele estava tranqüilo com a decisão que tomou, nem poderia estar doutra maneira.

 

Ouve o barulho do carro chegando, a porta abrindo, o trilili-tralalá dos amigos. Não na lembrança, reais mesmo e mais atuais, impossível. Abraços e beijos, aquele seu sorriso amarelo clássico e inesquecível [segundo os amigos; ele o achava apenas amarelo normal e normal como ele] passeando entre os cumprimentos. Um pouco mais de força aqui, um cuidadinho acolá, e tudo no carro. Menos a mochila.

 

Essa ficou por ultimo, junto com o mp3 player, os fones que tinha ganho da mãe, e a chave. Mais uma passeada pelo quarto. Os raios de sol batiam na janela e formavam um sorriso na parede oposta, como se fosse uma resposta ao que ele estava pensando enquanto caminhava: “o prazer foi meu, também :)”. Mochila num dos ombros, aparelho no bolso, fones na camiseta, chave na mão. Um olhar sereno. Um coração em paz. Um trinco torto, três voltas, uma batidinha na porta, segredo pra ela fechar bem, que quase toda porta que se preze tem.  

 

Sentou no banco de trás, largou a mochila do outro lado do carro, desligou o celular, ligou o MP3. Tirou na manga um pequeno suor da testa, e com as mãos um pouco de pó da roupa.

 

Outro suspiro, agora era pra valer.

Levara consigo o que era necessário. Partiu...

 

 

♫ | outro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|

 

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 Essa eu nem vou descrever, vale muito a pena ler e ouvir. Jason Mraz, The Boy´s Gone. letra aqui.



Foi dito por « tony » às 14:11
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♫ | I feel good

Por que o jeito como ela cuida de mim é único.

 

Como a cor dos olhos dela, que refletem uma expressão que me toca no ponto onde alguém passa de fazer parte na minha vida: torna-se especial nela.

 

E seu sorriso com um dente imperfeito, guardado por um par de carnudos e vermelhos lábios, aqueles sempre dispostos à mim; esses sempre servindo a mim, porém o servo mesmo sou eu: me curvo ao prazer destes beijos e venero seu corpo em cada ponto, perfeitamente moldado pra nos fazer satisfeitos.

 

Por que ela tem um jeito de falar que me fascina. Faz as melhores perguntas, me arranca verdadeiras respostas, e a forma de me olhar e rir dá certeza de que ela não só gosta do que ouve: gosta de quem diz, e expressa isso (sempre!) da melhor maneira que existe.

 

Parece ter sido feita pros meus planos. E me coloca nos dela como quem se desse não por satisfeita, mas com um novo motivo pra crer que isso vale a pena.

 

É tanta coisa que muitas vezes nem parece ser uma só.

Porém todas elas me fazem muito feliz.

E eu rio, feito menino arteiro.

 

♫ | outro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|

 

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 “... we´ll explode in ecstasy, and I won´t take the blame: that love won´t let me wait...”, Diz John Legend [em uma regravação simplesmente fantástica :)] em That Love Won´t Let me Wait, nessa faixa abaixo, e na letra aqui.

 

 

 “...mas nenhuma delas me fez tão feliz, quanto você me faz ...”, Diz Martinho da Vila em Mulheres, nesta letra.

 “... perto de uma mulher, são só garotos...”, Diz Leoni em Garotos, nesta letra.



Foi dito por « tony » às 18:00
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23:35, um cd.

[escrito em 2007 pra esse blog aqui]

 

Noite estranha, copo vazio, cinzeiro cheio, carteiras vazias. Eu estirado no sofá. Ao fundo, não adianta nem tentar me esquecer. Durante muito tempo em sua vida eu vou viver. Eu sei Roberto, eu sei. Ela também sabe, vai var que foi por isso que fez o que fez. Xápralá.

 

Arrastados vamos, eu, minhas havaianas [que mais parecem haitianas, dado o seu estado] vermelhas, bermuda seminova e semivelha [depende do ponto de vista] e só, e a velha protuberância corporal central [pancinha sexy, muito prazer!] pra cama, depois de mais um dia daqueles e depois do ilustre pedido da TV pra ser desligada. Deito.

 

 

[lá desse link aqui]

 

Não sei que horas, não sei qual dia. Sei que a vida já foi longe, já foi bela, já foi. Sei que tem muita gente ao meu redor querendo me por a cela, pra ficar mais linda a maneira como me usam. Sei que é mais fácil fingir o que é do que ser quem se é [e o engraçado é que os outros nunca estão contentes com quem somos – frustrados!] do que ter personalidade. Rolo prum lado pro outro e inclusive você, sono, também pegou essa mania de fugir de mim. Ele tem a paz e não sabe. É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo. Ahhhhh tá, Rei. Quem ouve pensa! Mas olha bicho, até que não deixa de ser ruim essa sua idéia, valeu.

 

Levanto atrás de um copo d´água [que isso ainda tem nesse pedaço bagunçado e nublado do universo também conhecido como meu apartamento], antes porém passo no banheiro e olho pra essa cara mal barbeada e com 31 dentes tortos e amarelos, prometo pra mim mesmo que amanha vai ser outro dia [doce redundância!!]. Agora sim, a cozinha, o que já foi uma geladeira [hoje é uma vaga e enferrujada, mas funcional lembrança da mesma], o copo, a água, a volta, eu deito, eu to pegando no sono, quem espera que a vida seja feita de ilusão, pode até ficar maluco ou morrer na solidão, é preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer... chega Rei, obrigado pela companhia. É preciso saber viver. Eu durmo.

 

 

Os cartazes de dois posts abaixo deram resultado... dia 25 proximo, em São Paulo, recebo um certificado de participação e a menção honrosa por tal, no concurso [e a assinatura de uma revista]. Bem bacana ter o trabalho reconhecido [e uma certeza: não sei lidar muito bem com isso, rs!] =)... os dias têm sido daqueles, do jeito que eu gosto! Cansam mas divertem, até me fazem resgatar um ou outro txt meu perdido entre cadernos e blogs q já particpei; uma entre várias lembranças que dias assim costumam proporcionar. E o resto é o resto ;)

 

Arremate: “(...) O verdadeiro sucesso está em ter paz de espírito, em ter a consciência tranqüila, em buscar a melhoria interior, busca esta que deve ser constante.” (Momento Espírita)

 

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“We just don´t care, we just don´t care…”, Diz John Legend em P.D.A. (We just don´t care).



Foi dito por « tony » às 21:38
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sobre

Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.