Nós, a liberdade e o conteúdo.

 

 

Este serzinho que mostro acima apareceu no portão de minha casa numa terça [quase noite] fria e nublada, clima que combina com Curitiba mas não com primavera. Aparentemente machucado, não ofereceu resistência para ser pego e dentro de casa avaliado, limpo e alimentado. Depois, uma rápida passeada pela vizinhança para saber se tinha dono, a negativa e uma suja gaiola de presente.

 

Gaiola pra qual não foi, já que meu quarto estava com um ambiente mais divertido para que passasse aquela noite. Onde mesmo dando seus pequenos vôos, achou com o que entreter-se até que o sono nos pegasse e devidamente nos colocasse cada qual em seu canto. Despedi-me pela manha, e ao voltar do trabalho minha mãe avisou-me que conseguiu com outro vizinho um lugar para ele ficar, realmente livre. E sem a gaiola que ganhamos.

 

Este pequeno caso colocou-me a pensar tão intensamente quanto aquele par de olhos total e puramente vermelhos daquele pequenino, sobre o que é essa tal liberdade. E qual o tamanho das gaiolas que nos impomos na vida: a resistência de suas grades, e nossas resistências particulares para entender e viver considerando que a liberdade, tal qual a felicidade, é uma condição que carregamos dentro de nós, e que aumenta ou diminui conforme nossa percepção do mundo, e de nós mesmos diante daquilo que nos está para viver. Reflexão que conseguiu ser fechada com chave de ouro no final daquele dia, onde fui presenteado com um texto [ouvido, primeiramente] que entre outras coisas, diz:

 

“Bem se vê o quanto a liberdade é preciosa, pois representa a culminância de um processo de aprendizado.

Quando o Espírito compreende a essência dos mecanismos que regem a vida, torna-se amplamente livre.

Liberta-se da ardência dos sentidos, de dores e de vícios.

A liberdade é uma Lei da vida.

Tem como suas naturais contrapartes a responsabilidade e o mérito.

Porque pode optar entre várias condutas possíveis, a criatura tem mérito ou demérito conforme o que decida realizar.

A ninguém é lícito suprimir a liberdade do próximo ou transferir a responsabilidade dos seus atos a terceiros, ao segui-los sem refletir.” [TEXTO NA INTEGRA AQUI]

 

E daí não foi preciso pensar muito além =). Estendeu-se à lembrança desta percepção de mundo, o aprendizado que nos implica um dado volume de conteúdo. E sobre conteúdo, até digo que somos aquilo que escolhemos e quanto absorvemos do que e de quem está ao nosso redor. Mas deixo-lhes com um podcast chamado Café Brasil, numa edição antiga que trata sobre gente nutritiva. Ouça neste link, e leia o podcast na integra clicando aqui.

 

Recomendo passear pelo site e ouvir / ler os demais podcasts, que tratam com primazia [e aposto que fazia tempo que você não lia esta palavra, prezado leitor!] de um muito que costumamos discutir na blogsfera. E você, livre ou não, tem se alimentado com o que? O resto é o resto :)

 

Arremate: Só os muito sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam. [Confucio].

 

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“I´ve Just got to getcha this good job done / so I can bring it on home to ya”, Diz Ray Lamontagne em Three More Days.



Foi dito por « tony » às 19:30
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Dois cartazes e um post de visão.

Salve salve! Pra começo, e num raro momento de automerchan, aviso que estou participando de um concurso de cartazes que vai dar um interessante premio. O tema é sustentabilidade. Podia inscrever no máximo duas peças, mandei duas e para minha surpresa foram ambas pra pré-seleção de projetos. Estão logo abaixo, e se acreditarem que ele merece algum voto, deixo o link ao final deles, para que me digam o que acharam =).

 

 

 

 

 

 

http://www.desafiocomputerarts.com.br/desafio2009/galeria.php?classe=grafico&keyword=tony

 

 

agora,

Um post de visão.

Pés no chão do quarto. Um casal de passarinhos brincando no telhado alto de uma casa baixa com céu nublado e o cheiro da chuva misturado aos demais da cidade, num perfume impossível de não perceber. Outros finais de dia, agora melhor perceptíveis como começo de noite: o por do sol é a companhia desses instantes. Ou um pouco antes de vê-lo [o sol, claro!] brilhare refletir num laço, acompanhado pelo mar de gente que transita, cada qual com seu oceano para navegar [ou naufragar, conforme o seu estado de espírito, prezado leitor]. Um caminhar sem hora, e cachorros entre assustados e prontos para fazerem-se teus, param, olham, e se abanam inteiros durante e depois de um afago que significa um sorriso trocado. Como os vários espalhados em casais apaixonados, em amigos de toda data, em pares de olhos que variam do verde ao azul e eu seria injusto se me comprometesse a descrever só um. Não apenas por serem belos ou alguma coisa assim, é só para não levar a prosa muito longe. Mesmo que não seja tão longe quanto de onde vem aquela brisa que me beija com um gostinho de muito mais, tocando meu corpo mas sussurrando na alma: a vida é simples, simples... aproveita! E o quentinho que o sol dá junto com um outro ventinho que só tem nessas bandas de cá, costuma reiterar o que a gente sempre sabe mas as vezes não lembra: o resto é só o resto.

 

Arremate: A gente só vê o que conhece. [Augusto Carlos de Vasconcelos].

 

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“Só se conformemo quando o Joca falou: Deus dá o frio conforme o cobertô”, Diz Demonios da Garoa em Saudosa Maloca (do fantástico Adoniran Barbosa).



Foi dito por « tony » às 21:33
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 ♫ | Quando você busca uma luz...

Olhos fixos em algum lugar, definitivamente muito longe dali. A cabeça em algumas fotos, em algumas palavras, em várias histórias: tudo atrás de duas perguntas, e duas respostas. E ele tem as duas perguntas, mas só uma das respostas. E ao mesmo tempo em que era o que mais lhe importava naquele momento, era o que menos se precisava pensar. Por todas as coisas que a vida costuma significar e que você pôde ler em algum lugar perdido por ai, e que já foram consideradas das mais distintas formas.

 

Pode ser no carro à caminho do trabalho, ou no caminhar despreocupado na hora do almoço, naquele dia mais tranqüilo ou pra esquecer do que a rotina está pedindo. O mesmo olhar fixo em algum lugar longe dali. As duas perguntas e uma resposta. Como namoradas dedicadas, recíprocas: ali, sinceramente presentes. Firmes e solicitas. Companheiras com 12 letras e um sem número de gestos. Como três faces de uma misteriosa [será que é isso que a faz sedutora?] mulher, a vida.  E todo um outro conjunto de pensamentos que trás a mais completa certeza: de que tudo vai dar certo.

 

♫ | primeiro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|

 

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 “... consciência e paciência, intensas modificações...”, Diz JQuest em Todas as Janelas (do álbum Discotecagem Pop Variada, um dos de maior destaque na carreira da banda). Ouça Clicando aqui. E a letra está aqui.



Foi dito por « tony » às 14:17
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Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.