Paixões e escritos.

A PAIXÃO (1)

Sempre falo disso por aqui (paixão), já q sou um ser movido por elas.

Então tão, outra das paixões que carrego na vida são as animações. Sempre que consigo, invisto meu tempo assistindo a realidade sendo reproduzida através de traços e/ou outros elementos que se permitam animar [no ultimo feriadon fui ver UP!, e recomendo!]. Meu “talento” para a área nunca foi qualificável o suficiente para me colocar trabalhando neste mundo [o que particularmente acho bom; certas coisas só mantêm-se prazerosas se nos limitarmos a sua observação], o que me permitiu crescer e continuar envelhecendo, sem perder a “infantil” admiração por esta arte tão sublime. Meus futuros descendentes não poderão reclamar que eu não fico vendo TV com eles :o))... abaixo, uma pequena (e bela) historia contada animadamente [ / trocadilho]. Peguei lá no Smelly Cat [clica pra ir!], um excelente blog sobre o assunto.

 

 

Anchored from lindsey olivares on Vimeo.

 

 

 

PEDALAR, CORRER, E NADA: A PAIXÃO (2)

Minha alma sempre foi esportiva. Dos tempos de muito muleque, o futebol na rua e depois numa quase escolhinha, fora jogá-lo todos os dias na escola e com esse mesmo pessoal fora dela, nos finais de semana. Nos últimos 5 anos, bikear e correr passaram a frente da atividade boleira pelas circunstancias da rotina. E desde então tenho feito o que posso para encaixar as duas atividades nos meus dias com uma certa regularidade... enfim consegui.

Bikear é descobrir a mesma cidade através de outros caminhos, passando por ruas que você passa todo dia, olhando sem ver. Ou virando numa esquina, e descobrindo as cidades dentro da cidade, universos particulares de um infinito ao meu redor. Metade da atenção no transito [que em algumas regiões privilegia os ciclistas], a outra no resto: pessoas, olhares, a vida ali passando em cada um, e quanto tempo eu vou andando sem as mãos. Quando não, um parque-a-parque pelo prazer da pedalada. [Costumam chamar de loucura, pq dá uns 75-80km, fácil...]. Correr é um momento muito pessoal, muito intimo. É um jeito de parar e olhar para si, deixando que mente e alma falem mais que o corpo, que vai sendo guiado por onde necessário. Um exercício constante de meditação, concentração, paciência... dois momentos nos quais costumo organizar mente e coração para o dia-a-dia que sempre reserva de tudo um pouco. E de brinde, o corpo não padece.

Nada, bom... esse é um esporte muito raro de praticar, da minha parte. Mas adoro, toda vez que eu faço :)...



Foi dito por « tony » às 17:55
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O PEQUENO ESCRITO | ERA PRA SER QUASE ASSIM – UM DIÁLOGO

 - pra sempre?

 - sempre acaba. Pode ser por mais tempo?

 - todo onde faça sentido.

 - vem comigo?

 - até o fim daquele caminho. E você, o que me contas?

 - você sabe tudo de mim, sem que eu precise dizer. Sempre soube.

 - não que eu quisesse, é natural. Cabe muita coisa num olhar.

 - [suspiro] é...

 - mais do que a gente imagina.

 - como naquela musica?

 - melhor que lá, pois é real.

 - e o que não é real?

 - você.

 

 

OUTRO PEQUENO ESCRITO | RECOMEÇAR (fontes distintas, e confusas!)

Não importa onde você parou... em que momento da vida você cansou...

o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".

 

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...

é renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.

 

 

Sofreu muito nesse período? foi aprendizado...

Chorou muito? foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia...

 

Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos...

Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora...

 

Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...

de encontrar prazer nas coisas simples, de novo.

 

Posta-se assim >> Na correriaNa correriaNa correria

“I've gotta turn and walk away. I don't have anything left to say... I haven't already said before, and I've grown tired of being used, and I'm sick and tired of being accused...”, Diz James Morrison em The Last Goodbye. (do 1º Cd dele, Undiscovered. Sensacional…)



Foi dito por « tony » às 17:50
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Do(i)s cotidianos.

Chega em casa um pouco mais cedo que de costume, pois conseguiu sair um pouco mais cedo que o de costume, da labuta que é mais divertida que monótona, por ser outra paixão. Por que outra?

A paixão qual anda o cativando tava ali, na cozinha, de bermuda e blusinha, pernas balançando entre o balcão e o fogão, ao som do final de uma – de várias – música[s] que a eles sempre ouviam quando ficam por ali, seja a cozinhar, seja a matar tempo com o outro. O barulho da chave na porta tinha feito ela virar só o pescoço, e segurar o sorriso para quando surgisse por ali. Sorriso dado, beijo trocado, enfim dia ganho. Troca de roupa e volta pra lá desvendar os outros cheiros da cozinha, pois o da cozinheira já estava impregnado nele, até a alma. Cheiro de comida boa, e mais: uma comida que adooora e não sabia fazer. Numa das mãos, algo para ela ver.

 - [ele] lembra aquela bolsa que a gente tinha visto passando pelas lojas e não levou?

 - ahnnn... qual?

 - aquela com os detalhes listrados, bolsos externos e talz...

 - sim, lembrei... qq tem ela?

 - por enquanto nada [daí passa a mão pra frente] a idéia é que tenha :)...

 - olhaaaaa ;D...  que liiinda!

 - combina com aquele vestido com as listras mais fininhas, quase risca de giz... passei por lá hj, daí trouxe...

 - [tasca um bjo nele] não precisaaava... mas como é q vc lembrou?

 - como esqueceria, oras? Rhaam... [ele abaixa pra ver o qq tá no forno, pra confirmar as suspeitas que os cheiros traziam]

 - fui atrás da receita...

 - uuuuuiiia [cara de “o cheiro está bom”] =)...

 - oce ama comer isso, né [sem trocadilhos aqui, pessoal!]?

 - nossa, e há tempos tava a fim de comer...

 - já já fica pronto e você mata as lombrigas, amor :)... aproveitei q estava com mais tempo e não esqueci disso, faz tempo que era pra eu fazer pra ti, goora consegui!

 - [ele faz uma cara de “que mulher que eu tenho ;D” e emenda um carinho em seu rosto] hmmm, você é o máximo!

 - ela devolve o cafuné, pega uma colher que estava no fogão, e faz a pose [com cara digna de filme de comédia] para interpretar a música que rolava ao fundo: and I can tell by the way that you walk that walk, i can hear by the way you talk that talk, and I can know by the way you treat your girl, that I could give you all the loving in the whooooole wide world, ooooooohhhall want to do…**

Ele a tira pra dançar o resto da música, e deixam o resto do dia rolar, com a simplicidade que está sempre por ai e a gente deixa as outras coisas da vida omitir; com uma felicidade que chega a ser brega de simples [porque é grande o valor das pequenas coisas], e que não teria graça se não fosse assim.  

 

**Etta James (que é fantástica, diga-se), nessa musica aqui.

Posta-se assim >> Bobo

“… and life is like a song…”, Diz Etta James em At Last.



Foi dito por « tony » às 10:49
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Um tratado.

Para todas as vezes em que você parecer encontrar-se nesta situação:

Fica combinado que o prazer da vida está em viver as coisas de cada dia; ainda que seja tão ou mais interessante lembrar ou planejar. Plante hoje o que você quer para o futuro, mas não lamente hoje (nem amanha!) a idéia de que pode vir a ser diferente do que se quer. Nossas verdades são só nossas; noutro alguém, no máximo é algo interessante para se concordar, sinceramente ou não [e sempre serve para uma meia-dúzia de palavras de sempre!]. E quem disse que sonho que se sonha junto é realidade, esqueceu de dizer – ou não teve a oportunidade de viver isto para discordar – que os sonhos individuais não perdem seu valor. E se a resposta para esse sonho for “maior que qualquer coisa”, bingo. Sua realidade é outra, simples assim; com certeza você não terá sonhado com ela. E daí você vai ter sonhado junto... à uma série de ilusões.

Fica combinado que só você responde pelos seus atos. Ainda que sua inspiração tenha origem direta em algo ou em alguém. E que você não deve esquecer que egoísmo e abdicação são forças distintas, mesmo que oriundas de uma vontade pura, nem sempre simples. Uma escolha é sua, o preço é todo seu. E vai ter algo ou alguém, em alguma hora, que vai fazer questão de te frisar isso, usando os recursos mais maldosos.

 

 

 

Fica combinado que só você sabe o quanto você se dedica, não importando o quanto você se dedique para traduzir isto ao que / a quem está ao seu redor. A melhor forma de não decepcionar-se é deixando de esperar que os outros não te decepcionem. E que varias vezes, de verdade, não vai importar o quanto você se importa: o outro lado não vai se importar; especialmente se o que há desse outro lado for “maior do que qualquer coisa”. Por mais que digam que não, os atos serão claros demais pra você acreditar, neste caso, que esteja errado.

Fica combinado que você não pode esquecer do que leu uma vez [e depois várias outras]: **Ninguém, ninguém vale uma lágrima nossa. Nada nem ninguém podem ser capazes de fazer jorrar rios de desilusão só porque escolheu pelo caminho da felicidade. Se alguém lhe foi indiferente, dê risada da vida, pois viver é tudo**. E daí reitera-se o combinado dois parágrafos acima: as escolhas são suas. Os preços são seus. Nunca se culpe se te culparem. Não culpe ninguém por ter vivido o que viveu. Fica combinado que vale a pena, mesmo que em alguns instantes, você sequer desconfie do que isto pode significar.

Fica combinado, que você combine isso sinceramente. Vai fazer bem. Mesmo q seja repetitivo. Vai fazer bem.

 

**Grace Olsson, nesse texto aqui.

Posta-se assim >> Na correriaJóiaNa correria

“So go on baby, make your little get away. My pride will keep me company and you just gave yours all away. Ohh, now I gonna dress myself for two: once for me, and once for someone new…”, Diz John Mayer em I´m Gonna Find Another you.



Foi dito por « tony » às 21:17
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...

Entretido com tipografia [se não souber o que é, clica pra ter uma breve noção] e com o que mais a vida offline me pede, venho cá rapidinho para dizer um olá rimadinho. E dizer mais do que cabe num tweet só e menos do que poderia se dizer neste blog. Mas dizer, o que por si faz bem.  Cada dia segue com suas inesperadas [porém não menos interessantes] novidades, algumas verdadeiramente surpreendentes, mas cada uma delas com um jeitão de “você plantou, agora colhe!”. Dias de queredeiras enormes para escrever, sem encontrar as palavras “certas” para dizer de uma maneira mais simples o que simples parece ser.

 

 

REPOST + ATUALIZAÇÃO | Sempre olhei pra você com um jeito estranho. Não conseguia te definir muito bem, ainda que soubesse tudo o que você queria. Decifrei os teus segredos, antes mesmo deles existirem. E muitas vezes fechei meus olhos, pra ver você seguir. Pois quanto mais vivi com você, menos vivi pra mim.

Sempre olhei pra você com um jeito diferente. Sei tudo que você é, e cada um dos segredos que guardo aqui, foi em ti que me inspirei. Igualmente não te defino tão bem quanto gostaria, contudo tenho aqui tudo que preciso de você, passado. Eu, presente. Aqui estamos.

Olhos nos olhos, face ao espelho, quem é que vemos aqui? Do que mais precisamos, pra seguir? Não esquecer de viver cada dia, todo dia, disse o outro lado do espelho, sem mover o lábio. Afinal saber conversar consigo requer mais que gestos. Sem esquecer de esquecer. Sempre lembrando de lembrar. Seguindo, observando e posicionando, vivendo, aprendendo, vendo pagar, pagando pra ver. E enfim sabendo que você não sabia o que significava incondicional. Agora vai aprender. Pois, de um jeito ou de outro, numa hora que você nunca vai saber: vai valer a pena.

 

 

E o resto é o resto =).

 

Posta-se assim >> EsportistaSem jeitoEsportista

pra onde é que eu corro agora, além de mim?”, Diz Jota Quest em Paralelepípedo.



Foi dito por « tony » às 19:42
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sobre

Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.