01/2 | Cinco em 50.

A história deste blog, contada outra forma =).

 

 

02/2 | Era pra ser quase assim | uma carta

Te olho nos olhos e com um beijo digo o resto. O sorriso é fácil e é teu, ele fica aberto antes de chegar ao seu ouvido pra dizer: você me faz ser mais. Um cafuné do outro lado, deixando a nuca arrepiar o resto do corpo. Passa as mãos pelo pescoço para ajeitar os cabelos curtos, e olhar por inteiro para o rosto que ele considera o mais bonito do mundo, junto com o resto mais gostoso do universo. As mãos passeiam pelos braços, antes de encontrar a cintura, e dali pra cima em tudo passear, enquanto outro beijo nos envolve na intimidade que construímos juntos. Você se encosta e fica onde gosta de estar, lugar mais que quisto, cativado por um sentimento maior, maior. 

É isso que me vem à cabeça em cada vez que penso em você. Que sabe matar minhas vontades, que sempre anula minha saudade, e faz do querer mais não um gosto, uma realidade. Sentindo prazer no seu prazer, desde aquela conversa despretensiosa num começo de dia num ônibus, depois o final de tarde num parque... lembra? Quanto tempo já faz?

Faz tempo, você colocou cor na minha vida e eu aprendi a fazer a sua vida mais feliz, com todas as nossas diferenças. Faz tempo, e superamos as dificuldades mais imprevisíveis, vendo nas marcas um do outro um jeito de fazer certas tatuagens. Faz tempo, e é melhor que quaisquer dos sonhos meus. Minha vida fica perfeita quando são quatro paredes, eu, você e Deus :).

 

 

[...]Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor, tecido do melhor de si mesmo e do outro.

Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.

Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar"; e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.  [...]

Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.

Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões.

Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.

Quem Namora - Artur da Távola

 

Posta-se assim >> Bem humorado

(…)Until I meet her and each days get better. Nobody knows, nobody sees… nobody else understands me like she. Now there I Know what true love means, I Just hope she stays with me...”, Diz John Legend em Each

Days Gets Better.



Foi dito por « tony » às 16:56
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Três horas de um dia qualquer.

Acorda sem olhar o relógio que provavelmente marca um horário diferente do seu comum. O radio do relógio toca, qualquer coisa q ele já ouviu e se prestar atenção, vai fazer lembrar-lhe alguém que lhe chamou a atenção alguma outra vez. Apóia-se na porta pra ficar escovando os dentes, de costas pro espelho, de frente para seus pensamentos, de toda uma vida que só assim pode ser vivida. “Mas não com omissão, isso não”, foi o segundo grande pensamento do dia. O primeiro pensamento, materializado no pão na chapa – aqueles feitos sem mais nem porque, com um café com leite do jeito que só ele consegue fazer – e sempre disse que não precisa mais (a vida é simples, simples), pra sentar e deixar que os demais pensamentos conduzam aquele dia.  Tira a calça, coloca a bermuda, meia, tênis, aquece, olhos fechados (pra te encontrar...), chave no portão, 15 passos, trote, corrida. O vento tocando o seu rosto, lhe lembrando que o tempo vai com ele: levando em suas asas, os seus dias dessa vida passageira. Não presta atenção nos rostos nas janelas dos sobrados, nas caras assustadas dos ônibus, na vida passando em cada vida que passava por ele. Respiração no lugar, olhar pro nada, cabeça mais distante ainda. Não vê também uma loira de olhos azuis claros que olha pra ele com aqueles olhares que tem todas as intenções e palavras que cabem naquele tão singular “não é nada”, que cada mulher diz antes de começar a discutir com o amado (ou quase), conforme a reação. E talvez nem fosse preciso, ele acabaria respondendo de um jeito surpreendente aquele “não é nada”. Confuso?

 

 

 

Como cada historia que ele já tinha ouvido e tinha começado a lembrar, quando os pensamentos chegaram ali. De amizades sinceras, amores impossíveis, tardes de todos os dias, noites contadas, momentos únicos, alguns mais, outros menos; Em todas as vezes que repetiu as mentiras que uma realidade trás, para que elas se tornassem as verdades dos próximos momentos. Os passos estão constantes, a respiração nem tanto. Corre por um caminho que já conhece, e que sempre lhe trouxe paz. Daquelas que a gente tem dentro da gente e deixa que as circunstâncias encubram, que os dias lhe permitam omitir, que os outros insistem em remover. Daquelas que a gente sempre reencontra quando se permite momentos assim, de parar um pouco – mesmo correndo – pra fazer tudo ser mais. E viver cada instante com toda descrição, com particularidade, com a singularidade que nossa vida merece.

Até bater no portão de casa, com o corpo suado e alma leve. E aquecer novamente pra não ficar com jeito (explicito) de falso atleta no resto da semana. E ir tirando a roupa, cantando aquela musica que lhe acordou, sem lembrar de todos os detalhes daquela que lhe chamou a atenção. Sem esquecer que a vida é mais e só fica assim quando a gente continua fazendo os pequenos acontecimentos tornarem a vida espetacular.

 

Posta-se assim >> Alegre

“Where the Light is”, álbum do John Mayer, ao vivo em Los Angeles. 



Foi dito por « tony » às 16:40
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Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.