|
Era pra ser quase assim | uma história Não sei se caso ou se compro uma bicicleta. - sabe quando você pára diante da sua própria vida, e não está num espelho? - [o amigo faz cara de bolinho] não sei... - um dia você vai saber. É estranho quando gente vê nossa vida num corpo que não é o nosso, num olhar que é pra gente, num sorriso daqueles que você fica feliz só de saber que existe. - é, paixões engrandecem, meu amigo. E com todo esse tempo, tem que ir pra algum lugar... - verdade, muita verdade. Com ela parece que a vida segue, ao mesmo tempo em que para. Estranho, não? - não tanto quanto ficar confuso... - [ele faz uma cara clássica, aquelas que a gente só faz pras pessoas que nos entendem] de fato, não sei. Dividir uma casa, uma cama, uma vida... - você está inteiro pra isto? E ela, está? - eu nem sei se nós é algo inteiro, meu amigo. Não sei nem se um dia eu soube. Todo esse tempo... quando fui posto para parar e pensar, percebi que tudo não é tão grande assim. Tem coisas demais para pouco viver, se é que você me entende... - entendo sim! [uma pausa ao terminar o q estava bebendo]. No seu lugar não estaria diferente. Temos isso em comum: queremos mais atos que palavras, nossos e delas. O tempo nos fez magoadamente(conveniência!) exigentes(consistência!). E o erro meu amigo, é seu: um dia você aprende que assim como reciprocidade são vias de duas mãos, a iniciativa deve ter um pouco mais de reciprocidade. Pra ver e viver o que se precisa, não o que se quer. - fato... - se você não se prende a sentimentos antigos – o que não consigo e é o que mais admiro em você – deve aprender a não se prender aos atuais... quando você é muito com alguém, acaba deixando de ser tudo pra si. E sair deste lugar dói... - perfeito, traduziu. Sempre é bom conversar com você. É o tipo de coisa que a gente precisa ser lembrado, muito obrigado. Estava sentado ao lado de um amigo, daqueles que a gente acredita porque tem um pra saber. Contava assim, parecendo coisa de livro, sem nenhuma modernidade, tão real quanto um dialogo. Fazia tempo que ele vivia isso. Uma historia daquelas que a gente não acredita, só vivendo mesmo pra saber. Contando assim, até parece coisa de livro, alguma dessas modernidades, ou até mesmo um post num blog perdido na internet. Mas ele tava com ela há tanto tempo, tanto tempo, que uma hora aquilo tinha que mudar. Seja pro que fosse. Ele ia continuar, mas o telefone toca. Na verdade, uma mensagem avisando que o compromisso de mais tarde estava adiado. E esta mesma frase teria um sentido maior do que ele mesmo imaginaria. Saiu pq também tinha mais um compromisso, deu um forte abraço no amigo, que ainda disse: “você pode e deve se entregar. Mas é à vida, para a vida. E não aos preços que escolhemos pagar... seja o melhor pra você, antes que alguém te deixe sendo nada.”
No mais, Depois de uma maratona de dois anos de muito estudo, empenho, olhos fechados, abdicação (sacrificios) e dedicação, faço uma pausa de verdade no cotidiano e rotineiro para fazer um balanço por outro angulo disso tudo que é formar-se, estar (entrar e não sair do) no mercado, viver um relacionamento, e levar a vida como levo, fazendo as coisas que faço, gostando do que gosto. Para alinhar os pontos fora do lugar e manter o essencial na estrada da vida. Pra respirar fundo e caminhar pra onde quero ir, me permitindo permitir só o melhor, pra aprender e relevar tudo o que for preciso. E seguir, aportando minha felicidade onde ela precisar estar. Serão 30 dias de ferias [com uma viagem no meio dela, mas todos quão distantes possível de pc´s] pra querer um pouco menos, para ser um pouco mais. Volto no final de julho / começo de agosto, com visual novo por aqui e possivelmente alguma coisa que homenageie a casa, afinal tem o aniversário de cinco anos [é tempo, bastante tempo...] deste bloguito. Até a volta, e que pra vocês o resto também continue sendo o resto! Posta-se assim >>  “...desfaz o vento com o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou...”, Diz Skank em Resposta.
-
Palavras do « tony » às 22:07
|