Eu quero menos.

Eu quero menos preguiça, e aquela proatividade mentirosa, do tamanho de uma provocação. Eu quero menos discurso, menos conversinha mole, menos medo inútil, eu quero menos relapso. Eu quero menos desejos de pequenez.

Eu quero menos anulação, e aquela intenção nada descomprometida em inverter o inaceitável, supondo impor condições impossíveis. Eu quero menos lamentação, menos mágoa, menos transferência de responsabilidade. Eu quero menos omissão.

Eu quero menos desculpas, sinceras ou convenientes. Eu quero menos medidas, menos comparações, menos dúvidas desconfortantes, menos depois. Eu quero menos espera.

 

 

 

Eu quero menos horários atrasados, e listas cheias em agendas grandes. Eu quero menos cansaço, menos dor dentro, menos incomodo fora. Eu quero menos barulho, menos atrapalhos, menos porquês.

Eu quero menos resto, que é só o resto.

 

Posta-se assim >> Na correria

“[...] tu já ouviu o velho ditado que diz: a vida é simples, simples! Quem complica é a gente...” Diz Marcelo D2 em Minha missão.



Foi dito por « tony » às 19:05
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[post  especial] De um 25 de maio, um belo domingo...

Onde eu poderia ter feito qualquer outra coisa.

Mas eu decidi entrar na internet, responder um recado no Orkut, e desde então eu não faço outra coisa a não ser... ser feliz, e estar completo.

Disse isto há mais ou menos nove meses atrás (num áudio gravado para ela), reiterando acerca de uma verdade existente há exatos 365 dias, ou um ano, se preferirem. Resume em poucas palavras, uma escolha feita há algum tempo e que, na época, sequer imaginaria que me faria tão bem.  Conheci a Mariana assim, e assim como quem não queria nada além, construímos desde então um relacionamento. Cá estamos. Um ano.

 

 

E se aqui chegamos, um dos motivos reside no fato de, em momento algum, ficarmos preocupados em quanto tempo poderia durar. A felicidade cativada um no outro, o desejo de conversar sempre, quanto mais, cada vez mais. E “trocar jornais” [como costumeiramente dizem nossos pais] todos os dias. E em momento algum hesitar em saber das mesmas coisas, perguntar as mesmas coisas, gostar das mesmas coisas. Iguais? Um pouco, só o suficiente pra que a proximidade (somada as nossas semelhanças e diferenças) nos torne complementares, daquele jeito que só histórias felizes conseguem juntar.

 

 

Complementares o suficiente para que cada troca seja única; para que cada olha seja singular, como se diante da gente estivesse alguém visto pela primeira vez, e admirado como nunca antes. Pra que a gente busque o melhor do outro, no outro, pro outro. Com uma dedicação que dispensa explicações, tão bem realizada. Com demonstrações e declarações suficientes pra nunca transformarem-se em auto-consimerações baratas. Fazendo sua parte e um pouco mais pra ver os mundos girando em paz, permanecendo inteiros o suficiente para ser metade de algo que dá certo.

 

 

Certo, como nossa sintonia. Como cada risada arrancada fácil, cada detalhe pego no ar, cada valor dado para todas as coisas da vida do outro. O que permitiu-nos entender que nosso relacionamento é um muito mais, grande o suficiente para ser levado ao posto de incondicional. E a única medida que encontramos é não ter medida alguma, para permanecermos felizes, e completos. Ainda que procurem se colocar entre o relacionamento. Ainda que questionem a verdade dele. Ainda que essa medida seja levada ao extremo para alinhar qualidades e defeitos.

 

 

E gratidão é um sentimento que fica pequeno, pra definir o que guardo aqui, por todos os momentos que já vivemos. Felicidade, na ponta de uma palavra ou completa como um abraço, também é expressão mínima pra declarar este tudo que nosso relacionamento acaba significando. Por que ele cresceu e evoluiu, sem dar sinal algum de que não tinha mais para oferecer. Por que ele se fez cada vez mais, tão mais. Reaprendendo um sem número de coisas. Aprendendo outro sem número de coisas. Descobrindo que amor pode ser muitas coisas, contudo fica divertido quando significa uma pessoa.

E te amar é bom, Mariana.

Um ano, hoje. Você me completa! Só enquanto o resto for o resto :}...

 

Posta-se assim >> Apaixonado

“...and I think you would agree: the best thing is that it´s happening to you and me”, Diz Relient K em the best thing.



Foi dito por « tony » às 20:30
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Pitadinhas [2].

Entretido com a atualização do portifa (clica pra ver), acabei deixando de passar por aqui (1) e visitar todos que ainda vem nesse espaço um pouco empoeirado da blogsfera (2) ver o pouco de mais do mesmo q tenho escrito cá, em especial, neste ano. Ficam um sincero agradecimento e as minhas desculpas. Uma amostra do que tenho feito:

 

 

 

Pessoas são músicas, você já percebeu? Elas entram na vida da gente e deixam sinais. Como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os ataques de guitarras e metais presentes em cada clarão da manha. Olhe a pessoa que está ao seu lado e você vai descobrir, olhando fundo, que há uma melodia brilhando no disco do olhar. Procure escutar. Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, compreendidas, interpretadas. Para tocarem nossas vidas com toda essa magia de serem músicas. E de poderem alcançar todos os vôos, de poderem vibrar com todas as notas, de poderem cumprir afinal, todo o sentido que a elas foi dado pelo Compositor. [...] Mesmo que não estejam nas paradas. Mesmo que não toquem no rádio.” José Oliveira.

 

 

 

No mais, continuo procurando aprender a administrar o tempo, fazendo caber nele o que mais pretendo fazer, e que nem chega a ser muito [não considero muito, na verdade xD!]. Eu, tão acostumado a fazer de tudo um pouco, vejo-me ao mesmo tempo fazendo mais, e menos. Sim, é estranho, rs... mas vale algo que eu sempre digo pros outros e tenho esquecido de praticar: ater-me (melhor) ao essencial, planejar, buscar, alcançar, seguir. Reescrevo cá pra não esquecer. Pra fechar, como tem circulado por aqui [/trocadilho], piadinha infame: “quem morre de gripe suína, vira espírito de porco?”

O resto é o resto.

 

Posta-se assim >> Alegre

“[...] show me, that you love me. Show me that you walk with me…”, Diz John Legend em Show Me. [ouça e veja aqui]



Foi dito por « tony » às 21:36
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sobre

Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.