Todas as Considerações a Conceder – TCC.

Tudo Como Caberia

 

Sábado, 22 de novembro de 2008. Sábado de sol, dia lindo na capital paranaense. Acordo lá por quase dez, e a primeira coisa que vem à cabeça é: “olá, meu nome é Antonio e vou apresentar meu trabalho sobre a Mundo Livre FM, emissora da RPC, rede paranaense de comunicação, grupo criado em...” e numa gargalhada amarela por ter lembrado justamente disso aquela hora da manha, ia esticando na cama e brincando de ensaiar até a hora em que a preguiça me tirasse dali.

 

Leventemos então, pra ir dar um tapa na juba e almoçar, tomar um banho, fazer a barba, pegar o fone de ouvido, e ir pra facul, ouvindo de tudo um pouco, mas especialmente, uma série de pensamentos que as muitas noites dormindo pouco ou sem dormir não permitiam, coisas q só passam pela nossa cabeça quando ela está arejando o suficiente pra tal. E dali até as 14h, horário qual estava marcada a minha banca, ainda ouviria o desejo de boa sorte daquela que é quem há 6 meses faz o mundo ver que sou mais, mais um sem numero de vezes da mesma pergunta, ora com espanto, ora em piada: “não ta nervoso?!?!”

 

Não, não estava. Nem poderia, ao passar 10 meses fazendo, falando e aperfeiçoando a mesma coisa qual na minha profissão [e no meu emprego] levo no máximo 2 dias pra fazer. Chega as 14h, “vamo lá?” Então vamo. “Olá, meu nome é Antonio e vou apresentar meu trabalho sobre a Mundo Livre FM, emissora da RPC, rede paranaense de comunicação, grupo criado em...” e uns 20 e tantos minutos depois, banca feita. Ouve uma série de elogios dos professores(aquelas coisas que a gente acha q não vai ouvir mas ouve), e agora aguarda pelo parecer: aprovado. Daí assiste o mesmo trabalho [o tcc, não o cliente], de uma parte da galera q passou 4 anos contigo. Acabam as apresentações. Que venham as notas. 8 equipes. Alguém vai falando, da ultima nota pra primeira. Nas 5 ultimas eu não estava. “opa, top 3”. Eita, nem terceiro, nem segundo...

 

Tem Como Comemorar?

 

 

Ahhhh, fica a mesma resposta que costumo dizer quando estamos arredondando um trabalho: depende. Não muda absolutamente nada em minha vida o papel da foto acima. Ser o melhor publicitário formado na Un. Tuiuti em 2008 esteve pra mim sempre mais como fruto da obrigação de fazer algo bem feito, logo, uma agradável conseqüência, do que para algum tipo de auto promoção, favor para quem gosta de aparências [o que, por mais que mera coincidência, é o que importa aos egos inflados dos queridos colegas de profissão, assim como noutros lugares: boa embalagem, foda-se o conteúdo]. Ter feito o mesmo trabalho em duas mãos que dez [em algumas equipes, quatorze mãos] não tiveram excelência pra fazer melhor, foi um desafio pessoal, um teste pra saber no que investi meu tempo [e um pouco mais] pelos últimos quatro anos. Parece-me que deu certo.

 

Entrei aluno, saí publicitário. E é aqui que reside a felicidade da coisa. Em ter acertado em cheio na escolha profissional. Em ter amado, do primeiro ao ultimo dia, fazer publicidade, ser profissional. Em ter plantado durante esses quatro anos, e estar colhendo agora. Em ver esta base feita, prontinha pra plantar mais, colher melhor. Como já disse aqui outra vez, dois números separados por um ponto não tem valor algum diante da sensação de dever cumprido, de chegar lá. De olhar pra trás, sabendo que olhar pra frente ficou, ainda que maior, mais intenso e mais desafiador, mais simples. Fim de uma fase, vamos ao que vier. Encaro com um sorriso, daqueles que só quem fica realizado (e quer permanecer assim!) consegue esboçar. Manter-me atualizado quanto ao todo da minha profissão, especializar-me na disciplina que escolhi. Aprender, pra também saber ensinar. Pra nunca tratar a obrigação de ser um profissional qualificado como favor. Pra fazer o resto continuar sendo o resto.

 

 

escreveu (  )

 ))) “La Plata”, álbum novo do Jota Quest.



Foi dito por « tony » às 22:26
[ ]



Tá Cabando a Correria: TCC

Saaalve salve :]

Cá estamos, a exatamente uma semana da minha banca. Hoje cedo reli uma parte deste blog, especificamente partes onde falei da faculdade, e os últimos 13 meses. Uma viagem pelos 4 anos que se passaram desde então, coisas pontuais citadas que ativaram vários tipos de lembranças. Deste ano, os passos ainda muito vivos, as lembranças de cada noite nos olhos [literalmente], um sorriso tímido de dever cumprido fazendo força pra esboçar-se.

Um desgaste de um pouco mais de um ano que chega ao cansaço, ensaiando o esgotamento. Na formula final de fase + cansaço + nova fase começando, adicionamos também um natural [ora inconsciente, ora consistente em vista do que a vida trouxe como experiência] medo do “novo”, um mix de sentimentos me tiram um pouco do lugar. De certa forma, um ciclo, que ao invés de fechar um circulo, está seguindo para uma espiral, pra cima, sempre. Pra melhor, sempre. Ainda que eu não tenha conseguido sentir-me bem nestes últimos dias, lá no fundo bate a certeza de felicidade cá descrita, algumas vezes: tudo dando muito certo, meu mundo girando em paz. Tento não despir-me dos olhos céticos e da maneira - realista de encarar as coisas, pra não me deixar apegar em olhares para o que já foi e/ou o que pode ser. A vida é cada dia, e a gente paga o preço que a gente mesmo faz: pra sorrir ou pra chorar, nas escolhas de caminhos a seguir.  

E [surpreendentemente, eu diria] tranquilo para o que me ocorrerá daqui a uma semana, porém receosissimo com o que me virá; ainda que saiba que errar faz parte do jogo, pra aprender, pra crescer; ainda q não queira deixar que errem comigo, digo outra vez: o resto é o resto.

A 1ª dama agradece aos parabéns aqui desejados! Foi praticamente por inspiração dela que postei este, x)...

logo menos consigo visitar todo mundo, e falarei com mais detalhes sobre facul, tcc, etc etc.

 

escreveu (  )

 ))) mundo livre fm  (veja o site | ouça aqui)



Foi dito por « tony » às 01:28
[ ] [ ]



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 

todos os posts




 

sobre

Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.