As coisas que eu amo – uma profissão.

 

Em vista da curiosidade descrita no post anterior =D, vamos falar do meu emprego.

Sou publicitário. Profissão esta que divide-se basicamente em 5 áreas profissionais: Atendimento e Planejamento (aquele que na agência  de publicidade é o cliente, e no cliente é a agencia. Coloquei as palavras juntas pq só em graaaaandes agencias existe este departamento em separado: na maioria das vezes, uma pessoa só faz as duas coisas); Mídia (o responsável por ter contato com os veículos de comunicação: é quem diz aonde devo anunciar, quanto vai custar e de que tamanho será o retorno – é também que é mais adulado pelos veículos, recebendo convites para n eventos e shows, e tendo váááárias festinhas vip pra ficar fofocando do mercado :D); Produção (gráfica – finalizar, orçar e supervisionar materiais impressos e/ou eletrônica: quando não produzir, finalizar, orçar e supervisionar materiais eletrônicos, que são os jingles e spots para rádios, e os vídeos para TV e internet); Criação – Redator (aquele que prioritariamente tem as “idéias literais” [leia-se textuais, meu caro tzaunista] para anúncios publicitários de qualquer espécie, o que não quer dizer q ele não tenha / “saiba ter” idéias visuais); E Criação – Direção de Arte (aquele que prioritariamente tem as “idéias visuais” [leia-se: é quem deve saber que cor, fonte e foto e grafismos usar, porque usar, quando usar...], o que não quer dizer q ele não deva [deve, tanto quanto o redator!] saber escrever). Eu faço essa parte: Direção de Arte. Sou quem se preocupa em produzir [especialmente] a parte visual de anúncios publicitários para todo e qualquer meio q me for solicitado.

 

No meu local de trabalho (MMC Publicidade), o papel da criação é assumido “por completo”: recebo um briefing (o resumo das informações que precisam ser passadas num dado material publicitário) do atendimento e fico responsável pela parte visual e, caso fique tão bão quanto, a parte de redação também. Nota de rodapé que vai aqui mesmo: acho ótimo trabalhar assim, afinal quanto mais um profissional é multidisciplinar, mais fácil é sua permanência no mercado. Hoje mais vale saber tudo do que vc se especializa e saber bastante do que lhe é pertinente do que ser apenas “o especialista do elemento X”. Sem contar que amo³³ isso de criar “por completo”. Fim da nota de rodapé que vai aqui mesmo. Sou eu que tenho q saber qual cor usar, porque usar, quando usar. Qual fonte usar, de que tamanho, porque, pra que. A disposição dos elementos em cada peça gráfica, seus motivos para estar ali, e a ordem e efeitos com os quais devem aparecer nas peças eletrônicas. Devo saber defender também cada coisa que é produzida, para que esta seja replicada ao cliente pelo atendimento e sua decorrente aprovação aconteça. Alem disso, faço o papel do produtor gráfico: quando o material esta aprovado e pronto para produção, envio ele sem nenhum erro de cor, fonte, resolução de imagem, marcas de vinco e corte, para que saia exatamente como o produzi e gostaria de ver impresso / no ar.

 

 

 

No caso da produção eletrônica (por pura vontade de aprender e por não gostar de como era feito na faculdade), acabei dominando a edição de vídeo (produção de efeitos estou aprendendo!). Então, dependendo da complexidade do anuncio, posso eu mesmo produzi-lo na agencia e enviá-lo para a TV, ou deixar apenas os elementos produzidos para que sejam enviados à TV, onde eles mesmos se responsabilizarão pela produção do material. Ou ainda, passar um roteiro e storyboard para uma produtora de vídeo.

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Palavras do « tony » às 00:00



Pra mim, é a profissão mais legal do mundo =D.

É onde aplico tudo o que aprendi sobre design e publicidade, sobre os softwares de criação e produção gráfica e eletrônica, é onde posso extravasar de uma outra maneira aquilo que penso e sinto. É a forma como deixo minha marca no mundo e me comunico com as pessoas: tem gente que investe uma vida pra ficar alguns minutos na TV durante um dado período. Eu prefiro poder aparecer na TV quase todos os dias (em borá nem seja isso que me importe de verdade!!), com a discrição que me cabe, só durante 30 segundinhos da sua atenção ;)... me divirto assistindo alguns comerciais [alguns né, pq boa parte, hummm...] e vivo caçando tantos outros impressos na paisagem da minha pequena grande metrópole, e gosto bastante de observar a reação das pessoas com aquilo que meus companheiros de profissão e eu fazemos e expomos... [claro, sem contar tudo que vasculho pela internet! É site e link pra nem lembrar q existe Orkut, heueue...]

 

 

Hoje e desde muito tempo, boa parte de quem faz parte do mercado o está por dois motivos: ou glamour; ou muito dinheiro. Não entro em nenhum dos casos: não me vislumbro com o fato de aparecer o que faço na TV, nem acho que ganhar muito dinheiro com isso seja o mais importante [ainda q eu me recuse a trabalhar de graça, hehehe!]: é a diversão. É o prazer de fazer o que gosta, do jeito que gosta, com apoio das pessoas que fazem parte da sua vida, que querem ver-te crescer “e aparecer”. De mesmo tendo sempre muita coisa pra fazer [e sempre tenho!], estar num local de trabalho que te dá espaço pra viver, o que permite que estejamos sempre dispostos pra criar mais e melhor.

 

 

Escolhi esta profissão pq uniria o que é pra mim útil e agradável: mexer com artes visuais; Me divertir e de brinde, ganhar o que preciso para crescer, e materializar parte dos meus planos.  Paixões dificilmente são explicadas, e não sei dizer muito bem o prazer que me dá ficar 6, 7, 8 horas na frente de “programas de fazer desenho”, ou “programas de manipular fotos”, ou ainda “programas de criar video”, e depois desse tempo abrir aquele sorriso tímido que diz com dentes: “é isso, tá pronto”. E quase sempre ouvir doladelá: “muito bom, gostei.”

 

Não para por aqui, só começa. Ledo engano de quem acha que pra ser diretor de arte basta saber mexer num computador e ter cursado publicidade. Psicologia, Semiologia, Antropologia, Design Gráfico, Design de Produto, Artes e todas as suas adjacências e subdivisões (entre algumas outras coisas), se fazem necessárias para que a gente consiga realizar um trabalho que funcione. É imprescindível também ter tempo pra absorver e aplicar de fato toda essa carga: tirando 10 minutos pra olhar pro por do sol, e outros tantos para brincar com o cachorro, passar a mão no telefone e dizer: é você Pequena, quem faz a minha vida completa!, dar um abraço nos pais, dizer pra um amigo o quanto ele é importante pra você, homenagear a mãe do juiz num estádio de futebol, ouvir as musicas que você gosta, ir dar uma desencanada no cinema, no teatro, num museu, num banco de praça, no caminho pra casa dentro do ônibus (ou no carro, para meus companheiros de profissão mais abstados e pseudo profissionais que ainda são só filhinhos de papai e mamãe), pra escrever num blog e, se possível, pra ficar desenhando :D.

 

 

É pra ser isso que tenho estudado desde 2001, ainda falta bastante.

Continuo me inteirando. Continuo curiando. Continuo estudando. Continuo vivendo. E é isso que também me move. É isso, entre algumas coisas e pouquíssimas [iiissimas, exclamação!] pessoas, que eu amo. Poderia estar fazendo varias outras coisas, e até ganhando melhor [o q comparado com a realidade do meu mercado, minha formação e nosso ambiente socioeconômico, hoje ganho bem!], mas não seria tão feliz. Por isso também acho que o resto é só o resto ;)

 

escreveu (  )

 ))) mundo livre fm  (veja o site | ouça aqui)



Palavras do « tony » às 00:00



Dum pouco de tudo...

vai começar o show de caluros... ops, digo: vai começar a campanha eleitoral. Veremos muita coisa parecida com que Barak Obama fez e muito de mais do mesmo: iutubiu e scrapezinho no orkut, blog disso e daquilo. Suspeito que o percentual de satisfação com o presidente conduzirá mais ptistas e aliados as lideranças das medias e pequenas cidades brasileiras; nas capitais e grandes cidades, a atual “oposição” ainda fará alguma gracinha. Mas no fim das contas e em termos práticos, pouco vai mudar: alguns nomes e legendas, que não dão fim [bem pelo contrario!] a alienação e omissão qual a sociedade se encontra, adorando permanecer, ilusoriamente deitada em berço esplendido. Pra série “nunca na historia desse pais..” se prendeu tanta gente. Ainda que façam uma puta força pra q sejam soltos, a PF trabalhou [e brilhou, se é q vcs me entendem] mais nesses últimos seis anos.

 

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Quando você faz o que ama e ama o que faz, torna-se simples e divertido trabalhar. Meu emprego tem sido como um namoro inesperado, uma paixão com clima de novela, mas repleta da verdade que só a vida tem. Impossível não gostar :)

 

 

 

No mais, é mais ou menos assim: sentar no local de sempre, parecendo até que ele foi feito para isso: colocar o fone no ouvido e a lapiseira na mão, e ir preenchendo sempre as linhas retas com letras tortas.  A paz é grande, e o sorriso também. E eu que tantas vezes já tinha dito que a felicidade está nas coisas simples, [re]descobri [ou relembrei? melhor: foi (re) cativado sobre] essa verdade implícita numa lista de pequenezas que justamente por terem esse tamanho, conseguem compor momentos e circunstancias singulares: da música que toca pra alma, às três palavras que só ela diz; do elogio sincero ao silencio daquele olhar... do descanso merecido pra correria almejada. Muito do que me compõe. Tudo que me cativa. Aquilo que me faz feliz. E que faz o resto ser o resto.

 

escreveu (  )

 ))) “worthy of”,  justin timberlake.



Palavras do « tony » às 22:19



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