Quando palavras são palavras (julho, 2007).

Não é tão fácil perceber, especialmente porque elas nos enganam. Muitas vezes as pessoas utilizam sem mensurar como o ladelá – seja na distancia de um beijo ou entre remotos monitores insensíveis – pode reagir a isso. E disparam incessantemente os eu te adoro, eu sinto sua falta, eu isso, eu aquilo. Iludindo e se iludindo.

Palavras são palavras quando você as vê sair de alguém pra várias pessoas, no mesmo conteúdo, quando não na mesma embalagem. E mesmo que elas sooem belas, nada mais são que palavras. Ou quando elas são carregadas na embalagem e vazias no conteúdo.

 

É bem provável que este que vos bloga nada mais seja que um chato homérico, contudo as circunstancias da vida me mostraram que você pode berrar ao mundo o que sente por alguém, nada é se você não for capaz de mostrar/provar o quanto. Assim como dizer que sente saudade, e nada fazer para dar um fim nela. Por que não usa-las de forma sensata?

Pra quando você quiser exprimir um sentimento, que ele se faça compreensível e mais, que seja verdadeiro. E para quando você não tiver nada a dizer... ficar em silencio: eis uma situação onde ele vale mais que mil palavras...

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Obrigado a todos que enfrentaram e comentaram o longo post anterior =D.

Respondê-los-ei em seus blogs, até porque o assunto rende mesmo.

 

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Entre alguns dias sem net e o de sempre a se fazer. Entre os livros de design e os frilas, entre os pensamentos voando longe – indo a certos lugares que nem valem a pena – e minhas paixões todas pedindo atenção. E música, sempre.

Entre um silencio que arranca constantes “o que está acontecendo / ficar assim não muda, pelo contrario / você tá diferente / você tá sumido / você tá estranho / eu estou com saudades”, e uma [in]voluntária vontade de ficar assim quietinho, tristinho, tão sem graça quanto a top model magrela na passarela. O [próprio] silencio me faz bem: o oásis no recôndito da minha alma, para que eu possa continuar atravessando desertos fora de mim, e em algumas oportunidades colocar cada qual em seu (as pessoas, seus oásis ou desertos) lugar. E continuar escrevendo a minha historia, passo a passo, sem temer meus sentimentos.

Me reservo o direito de as vezes também poder não estar bem...

 

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Arremate: “[...] nós somos medo e desejo, somos feitos de silencio e som. Tem certas coisas que eu não sei dizer, e digo.” [Certas coisas – Lulu Santos].

 

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O resto é o resto.

 

escreveu (  )

 ))) “undiscovered”, James Morisson



Foi dito por « tony » às 16:10
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Jornalismo: um ridículo 4º poder.

Comecemos por dizer que a maior parte dos meios de comunicação brasileira é de propriedade ou ligados a políticos. Dito isso, afirmo sem incomodo algum que me sinto privilegiado por não muito tempo para ver televisão, onde os maiores canais do país fazem o que podem para mostrar o Brasil como o pior lugar pra se viver. Na sua função de informar, fazem conforme a conveniência de seus donos, mostrando um lado das coisas qual nem sempre é o mais sensato. Os noticiários dificilmente trazem boas noticias, e quando acontece, emendam numa comparação [infame] com qualquer outro país. Na política é que vem o show.

 

Posicionam-se como arautos da verdade e da justiça, os batmans de terno, vestido e cabelos arrumados. Emendam denuncias em cima de denuncias, dificilmente mostrando seu desfecho, mas acabando com a vida de quem tem seu nome / empresa ligados a elas, culpado ou não. Até porque o culpado vai ser só um: o presidente. Retirado 3 vezes e colocado uma no planalto pelas vozes do noticiário, hoje tornou-se o monstro mais incomodo para ela, pois entrou e saiu escândalo e a popularidade dele manteve-se inabalada [ponto pro sistema populista de governar]. Todas as denúncias apresentadas, são geralmente porque alguém do esquema da hora deixou de fazer “o interesse da TV” ou de alguém com um lobby maior que o dela para essa situação.

 

A imparcialidade acaba lá na reunião de pauta, isso se existir ali. Sem contar as matérias com áudio do dia, mas com imagens de muito tempo atrás, ou de reportagens de dias anteriores, mostradas como atuais. E a incapacidade de colocar erratas, quando acusam sem provas um inocente. E as repetições de matérias [e de enfoque, muitas vezes os áudios mudam pouquíssimo!] nos noticiários de canais distintos. Não esquecem em momento algum que são concessões públicas, por isso impõem uma realidade manipulada, maquiada, parcial. São batmans: os paladinos do Ibope [e só dele]. Comércio fantasiado de noticia. “Poder” exercido em fantasia de telejornalismo.

 

Nos impressos, a tragédia e [também]o denuncismo barato substituem a informação e mais valem quantas desgraças ocorrem, do que outros fatos [não menos importantes] na área de abrangência do jornal / revistas. A internet [n]os fez preguiçosos, e agora a praticidade do ctrl+c e ctrl+v num site de qualquer agência de noticias substitui a historia por si relatada. Chega a ser absurda a quantidade de erros ortográficos que tem aparecido, isso quando não falta a fonte de origem. Uma das editorias que mais me decepciona é a esportiva / futebol. Se você não lê, pegue algum dia. Às vezes saem matérias sobre tudo, menos sobre futebol. Os repórteres e cronistas esportivos viraram paparazzi´s, e a mesma internet que usam para fofocar sobre jogadores e técnicos, ou para extender disse-que-me-disses entre aqueles, não usam para pesquisar sobre os adversários de suas equipes do coração [poucos conseguem disfarçar] e / ou pertencentes a sua província, disparando infinitas bobagens sobre os clubes brazucas de fora especialmente do eixo rio-sp. Jornais finos durante a semana, revistas com quase [senão mais da metade de] suas paginas preenchidas com publicidade. E olha que informação, especialmente agora que temos uma biblioteca 24h à mão, não falta pra ser mostrada.

 

O jornalismo de celebridades pouparei deste momento de acidez, afinal ele é quem mantém muita gente [mau]resolvida em [des]equilíbrio. Só é problema dos psicólogos, que perdem [muitos] pacientes em potencial...

 

Porém não poupo o musical que, as vezes confundido – noutras realmente igual (ao de) – com o de celebridades, põe-se a cuidar da vida dos músicos e não do que eles fazem de bom. Utilizam seus exemplos de vida para pichar a música que fazem, ou o contrário: para esconder a música, falam da vida. Enfiam-nos goela a baixo css´s e bondes do role dizendo que é o óóóóóó, dando a aclhunha de indie pra algo que é mal feito porém bem produzido [logo, deixa de ser tão independente assim!]. E se colocam como beatos pregadores dos bons costumes tacando merda na vida da Amy Whinehouse, especialmente porque ela foge de tudo que o mercado musical impôs: não se transforma num produto, não parece uma boneca em CG, canta muito sem precisar de recursos eletrônicos, e compõe a maioria das suas letras, fora o pecado mortal: não é americana, tendo timbre de voz só comparável as divas negras da historia da música. A MTV faz questão de falar mais de sua historia do que mostrar suas músicas, e o canal viu sua imagem quase ir pro brejo ao nos empurrar uma nova geração que toca sertanejo com guitarras, atitude e pose de banda antiga, chamando de rock, e colocando a musica em segundo plano [reformularam a programação nesse ano, voltaram a origem mas agora transmitida em embalagens vazias]. E tem passado informações conforme a capacidade de raciocínio da maior faixa do seu PA: ou desconexas, ou infundadas ou sem sentido [quando não são controversas].

 

Enfim, eis um serviço de comunicação que cumpre parte de sua obrigação, servindo a propósitos não tão ortodoxos. Expõe e impõe. Informa como convém. [im]Parcial com os fatos. A nós, leitores e consumidores [ultimamente mais o 2º do que o 1º], resta manter o olho aberto e buscar sempre 2 visões das mesmas histórias, então tiraremos conclusões com P de próprias, particulares. E não com P de pré-fabricadas. Isso sem contar que com blogs e as outras ferramentas disponíveis na internet [como as redes sociais], tornamo-nos a história e o serviço de comunicação: somos mídia. E pelo que tenho lido blogsfera à fora, estamos começando a nos tornar tão chatos quanto a imprensa, deixando de ter opinião própria para sermos meros repetidores daquilo que acompanhamos.

 

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E não pensem ocês que atiro pedras em saber do meu telhado.

Qualquer dia falo sobre o [não tão] fantástico mundo da publicidade. O resto é o resto.

 

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Juliana, que escreveu assim:

Olá!
Você não me conhece, mas acompanhado seu blog a bastante tempo. Resolvi deixar esse recado pq algum tempo vejo o quanto vc amadureceu, se transformou e a cada dia está com textos melhores.Vou continuar frequentando por um longo tempo.

Obrigado pela “silenciosa audiência” e pelas boas palavras! como não deixou nenhuma forma de contato, usei um post mesmo pra isso, obrigado mais uma vez ;)

 

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 ))) “ela partiu”, Tim Maia



Foi dito por « tony » às 14:51
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Tzão, Cabeça, Coração: TCC.

O TZÃO

É ter 10 meses [sonho de consumo de muitos profissionais...] pra fazer uma campanha publicitária, do que você quiser, com as ferramentas de comunicação que preferir. No tempo que você tiver, com o cliente que você escolhe, devendo satisfação apenas a quem vai somar com o trampo. Botar em prática 3 anos de teorias e embromeixons. Se não gostar agora, não gosta nunca de publicidade!

 

A CABEÇA

A mil, gerando sorrisos largos e idéias divertidas. Concentrada em permanecer em paz com uma atividade que vai comigo por muitos anos ainda. Feliz, equilibrada, interessada, arejada, aberta, em paz. Toda toda fazendo bem pra ele,

 

O CORAÇÃO.

Que pediu a cabeça: una o útil ao agradável, e faz teu tcc sobre uma das tuas paixões. Se futebol não deu, vamos de música: meu cliente é uma rádio [ouça ela clicando aqui], novinha, eclética, cult, gostosa de ouvir. Num tem como ser melhor pra mim, um tcc assim.

 

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Reiterando: estou em formando mode on, então esse ano vocês vão ler muito sobre radio, música, tcc [não necessariamente nessa ordem]. Aliás, passei alguns dias das ultimas semanas estudando a historia do rádio, como está o mercado hoje, e fazendo outra coisa que me diverte: estudando o comportamento do público consumidor e público alvo do meu cliente. Supimpa!

 

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No universo ao meu redor, só confesso q ando decepcionado com as coberturas jornalísticas, especialmente a da parte política. Noutro post me atenho só nisso, visão do lado próximo – porem distinto – da comunicação, pelos olhos e teclas infames de um comunicador [todos somos, porem sou um quase] de diploma na mão. O resto é o resto ;)

 

escreveu (  )

 ))) rádio mundo livre.



Foi dito por « tony » às 13:39
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Treco, Chilique, Crise: TCC.

O TRECO

Chega o ultimo ano de facul. A 1ª semana de aula é um preparativo psicológico para os próximos 10 meses, com todos os avisos, sermões e histórias dos anos anteriores, possíveis. Na segunda semana cai a ficha, e você fica consigo: puta merda, vou me formar. Você já fica ciente das datas, escolhe equipe [ou não] e cliente. Sim, vai começar o Trabalho de Conclusão de Curso [TCC], e as 2 semanas seguintes são para ter os primeiros trecos. [E começá-lo.]

 

O CHILIQUE

Item que decidi minimizar neste deveras importante ano.

Existem 3 opções de trabalho: teórico sozinho, pratico sozinho e prático em equipe. Pedi a opção 2, para olhos arregalados de professores e corroboração de comentários à voz baixa na sala: “é, arrogante, orgulhoso e prepotente é assim mesmo...”

Mas porque fazer sozinho, Antonio?

Porque se uma campanha publicitária pra facul “feita em 6” (bota aspas grandes aqui!) saiu em 2 meses e meio, creio que sozinho (de verdade, oficialmente) saia com 4 vezes mais tempo. Porque facul de pp é se foder e se divertir, quero um ano o mais divertido possível, sem ter que ficar virando noite ou dormindo 2h pq alguém vai ensaiar, ou vai namorar, ou vai estar sem tempo, ou vai fazer qualquer coisa q não seja o trabalho, e depois vai engenhar em obra pronta. E ainda ter q ouvir desaforo... não. Não nasci pra agradar: prefiro ser o orgulhoso que tem compromisso de fazer o melhor, o arrogante que acredita que cumprir prazos não é favor, o prepotente que se dedica q uma paixão, mas só pra não ser um “ser nota 7” na vida. Disse neste mesmo cantinho que pra trabalhos em equipe, ou você trabalha com os melhores pra juntos crescerem, ou trabalha sozinho. Só estou utilizando a melhor opção, e tenho pra mim que assistirei mais do que terei chiliques neste ano. Ok Antonio, você eu conheço e sei como é, concordo contigo até pq você, de quem está no TCC, é dos que menos me preocupa...”.

 

A CRISE

Vejo rostos com cara de “porra vadiei 3 anos e agora não consigo estágio”, “meeeeu essa facul é uma merda! Eu passei mais tempo faltando ou indo pro bar papear, eu ia pra sala miguxar, mas essa facul é uma merda, não aprendi naada meu!!”, entre outros caricatos que encontramos em toda nossa vida nos mais distintos locais: quem muito reclama e nada fez, os acomodados que colocam a culpa de tudo nos outros, os criadores de reis na barriga que são teimosos e ainda dizem que a teimosia é dos outros, os donos de egos infinitamente maiores que os intelectos, (egos de pêssego, frise-se), os que estão procurando um morro pra morrer encostado, caso um dia o mundo acabe. Vai ser divertido ver o bicho pegando entre eles, heheheh... close na minha cara de preocupado com o TCC, com estágio obrigatório, com o que será de mim depois de sair da “ilha da fantasia”:

 

(tirei em 2005, pra um dos primeiros trabes da facul)

 

O post ficou grande, nos próximos falo mais de TCC e do universo ao meu redor. Agüentem, vão ler muito sobre isso por aqui. Pq nesse caso também, o resto pode ser só o resto.

 

escreveu (  )

 ))) “mtv ao vivo - skank”, álbum bãããão também.



Foi dito por « tony » às 10:09
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sobre

Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.