é isso.

Então tão...

Como um filho que sai de casa em busca do seu espaço, o tzaum vai bater asas.

Depois de 5 anos e meio aqui e estatísticas quais eu continuo não ligando [ =D ], ele ganhou uma casa própria. Quase o mesmo blogueiro, marromeno o mesmo formato de escrever. O que é importante, vem comigo pra cá:

 

HTTP://blog.tzaum.com

 

E a partir deste post, este endereço torna-se o arquivo vivo-morto de um tzaum de blog. O contexto de uma primeira metade, parte da contribuição ao meu biógrafo, e de uma fase muito divertida da minha vida, do universo particular ao infinito ao meu redor.

Nos falamos na casa nova!

E o resto é o resto :).

 

Posta-se assim >> _Muito feliz/



Foi dito por tony às 21:04
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2009, último capítulo.

Foi muito, muito bacana!

Um ano de caminhada repleta de pequenos passos, típicos de recomeço, daqueles que nos preparam para grandes saltos logo ali, num quando que a gente não sabe e não espera acontecer, por estar [pre]ocupado fazendo a hora. Esmiuçando então tão:

 

 

Profissionalmente, era ver que a facul não foi brincadeira e que dedicar-se a essa paixão tinha várias formas de demonstrar e manter-se valendo à pena. A ideia de ter seu trabalho nas telinhas [de TV e PC] e nas ruas, dando muito resultado para seu local de trabalho e aos clientes atendidos não só ficou mais comum como mais fácil de absorver. O reconhecimento em um concurso nacional, como um delicioso convite para continuar incondicionalmente buscando o melhor em tudo que possa significar para a vida profissional e a carreira em comunicação. Um ano de outras lições e conquistas menores, mas não menos importantes!

 

Pessoalmente, um 2009 de aprendizados fantásticos, que proporcionaram todas as emoções que convém a nossa humanidade: do rir sem motivo [e como isso é bom!] ao chorar [incontrolavelmente...] na luta para não aceitar o inaceitável, brigando consigo para não brigar com nada nem ninguém. Aprendi que a minha dedicação [eis 1 coisa que fiz bastante nesse ano] não tem limites, o que por extensão me permitiu explorar e ultrapassar outros limites que as circunstancias da vida vão nos impondo [e confesso sem falsa modéstia que carrego um enorme orgulho próprio por isso =D!!]. Aprendizado este que me mostrou um grande [grande mesmo!] erro, que desencadeou erros menores [mas de boas consequências]: eu confundi um sentimento meu e, por mais parecido que possa ser, amor não é apego e apego, não é amor. Ainda que tenham em comum o sentimento oposto, que é a indiferença. Uma lição mais que pertinente: transformadora.

 

Estas lições, por extensão, deixaram definitivamente claro que nos últimos anos, escolhi pra mim mesmo as piores maneiras de perder o meu tempo, quando no ato criativo de enxergar o que está diante dos meus olhos, os fechei para aceitar o que não estava. Para a maior parte das coisas, é preciso mantê-los abertos, também: para que a criatividade seja verdadeiramente funcional, e que se siga sem medo de algumas verdades. Agora aprendi, e tudo o que custou foi doído, mas justíssimo. Outra lição transformadora.

 

 

Reaprendi que impossíveis são apenas as coisas que não queremos de verdade; que a gente só dá aquilo que a gente tem, e mesmo quando a gente não dá, direta ou indiretamente, mostramos o que temos para oferecer; [como disse aqui] que não importa o quanto você se importe [outra coisa que fiz bastaaaaante em 2009, fruto da dedicação :D] tem gente que não se importa, mesmo. Que respeito, coerência, sinceridade e reciprocidade estão diretamente ligados ao tamanho do nosso caráter e as referencias que carregamos na vida, já que são estas que compõem aqueles. Que palavras são apenas palavras [e eu tinha falado sobre isso aqui e aqui há algum tempo]. Que a minha paz de espírito vale mais, muito mais, que qualquer outra coisa [por esses motivos aqui], e que tenho que dar um pouco mais de valor pra minha intuição.

 

Encontrei em textos, olhares e conversas, duas verdades que ficarão impregnadas em minha vida; são grandes o suficiente para que caibam em poucas palavras:

O esforço compensa.

Tudo passa.

 

No universo ao meu redor, eu moro num dos países do futuro, que pode ter à frente [em todos os setores] gente melhor, apenas quando necessário. Um país que fica as escuras, com cidades embaixo d´água ou violentas como praças de guerra e sede olímpica. De gente que batalha demais, e que usa roupa de menos [conforme sua opinião, prezado leitor]. De seleções fortes e atletas [das outras modalidades] pouco valorizados. Assisti a política ambiental ser mais política que ambiental, e também os primeiros filmes em 3D “de verdade”. Eu vi o meu Atlético continuar andando de lado. Eu vi um negro à frente do maior país do mundo e 140 caracteres me dizendo que, quem sabe, menos seja mais. E muitas outras coisas que agora eu não me lembro =).

 

 

No infinito particular, eu vivi outra porrada de momentos deliciosos, viajados, quistos, escritos e fotografados, física e mentalmente. Eu fiz tudo que queria para permanecer feliz e consegui! Mantive-me no centro da minha vida, e construí meus novos planos na base firme da serenidade e da paciência, com a tranqüila e sincera consciência de que hoje, de uma nova maneira, carrego comigo só aquilo e aqueles que me são necessários: para seguir, refinar, crescer, aprender, viver. De verdade.

Vem 2010, vem! Porque o resto é sóóóó o resto =D!

 

Posta-se assim >> Muito feliz

“… and it takes some work to make it work, it takes some good to make it hurt…”, Diz Jason Mraz em “Life is Wonderful”.

“… tu já ouviu o velho ditado que diz que a vida é simples simples, quem complica é a gente (...) correr na frente sempre e nunca atrás: orgulho de si mesmo e do trabalho que faz...” Marcelo D2, em “Minha Missão”.



Foi dito por « tony » às 19:26
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♫ | Nas cartas de alguém distante.

 

Se o clima influencia no espírito da gente, hoje o dia estava curitibano: mesmo que você veja o sol brilhando, trazendo um calorzinho com mó cara de “vemcheganduuuuuu verão, umcalor nocoooraaacçãããããoummmm” [assim mesmo, pq interpretação boa dispensa bom português, okei? Okei.] tem um ventinho maroto sugerindo que o tempo vai mudar a qualquer instante. Era só um flerte, o convite para a introspecção viria se o tempo nublasse.

 

Enquanto vivia o dia pelas ruas repletas de corpos mas meio deserta de alma, ajeitava a mochila nas costas e prestava atenção na conversa logo ali, “pooo, sacanagem isso né? Eu fico puta da cara, não consegue acordar duas horas mais cedo mas dorme várias mais tarde? Que que custa, uma vez só, estar lá as 8 não mata ninguém. Mesmo se fosse as 10, todo mundo atrasaria. Nossa, fico muito puta... (ouve o celular) mas é, bem isso, odeio... tá bom então, você vai né? Beleza, beleza... beeeeeeejoo!”. Concordo com a mocinha, um esforcinho em prol de nós mesmos [mesmo que se pareça fazer por outros] não mata ninguém. Aguardo o busum com cara de paisagem, para ornar com o que eu estava observando ao meu redor. Sei que você leitor pensou em burro quando foge, vaca quando morre, atirar-se dum pé de salsinha prum copo americano [nadir Figueiredo, mas sem merchan!]  d´agua com sal [clima de mar...] mas não, era só mais um dia de sol com um ventinho maroto. Chegou, o busum e outra leva de pensamentos que me lembraram que talvez, talvez, tinha uma carta para ser aberta, perdida na pancinha das costas, a mochila.

 

Revira ali, deixa cair algo acolá, olha ali, dentro do caderno de rabiscos, entre a embalagem de sorvete [retrô, bonitinha!] e outras anotações, um envelope contornado de trapézios verde e amarelo, com outros detalhes em azul cor de bandeira do Brasil. Confirma a remetente, rasga com cuidado na ponta, desdobra a folinha lilás e perfumada, o resto é com ela:

 

Zuuuummmm!!

Outra temporada chegou... e mais rápido do que pudemos perceber! Não sei o que te escrever, heueueue... tão perto, mas tão longe, não? O certo é que não há nada que eu possa fazer para que tudo isso dê certo... isso depende apenas dum momento, dum sorriso, o olhar... mas enfim. Eu poderia começar a listar um monte de coisa boa (e ruim, =P) sobre essas fases, etc e tal... mas o que eu realmente queria te dizer aqui é:

 

O que nos iguala é o receio, o que nos distingue é a maneira como cada uma de nós lida com ele. Com tantos temores espalhados por aí, quem nunca ouviu "viva a vida intensamente", “deixe que os outros pensem o que quiserem” ou algo parecido? Mas, afinal... o q é viver a vida com intensidade? Bom, pra mim é pular dum bang-jump, assim que sai no pulo (perdão pelo trocadilho) de uma asa-delta, sem deixar de ir ao lugar mais assustador para mim um dia depois de ter mergulhado com tubarões e sem proteção.

 

Gente mais normal [ééé... mas o que é ser normal mesmo? Isso existe? Eu acho no Google? Vende onde?] acredita que a verdadeira intensidade está em pegar aquela chuva num dia de verão, em ir no lugar mais distante que nossa alma permite; é sentir uma brisa refrescar o seu rosto, é virar a noite conversando com gente legal até conseguir ver o nascer do sol, é conhecer pessoas dos mais variados tipos, principalmente aquela que se dedica a alguém querido, que faz os trabalhos alheios mesmo depois de um dia corrido, que tem uma atenção impossível para alguém que está esgotado, que compreende, escuta e ouve, que se esforça, e que até cozinha, e faz seus sacrifícios... ahh, a temporada, doce temporada! Qual será seu final? Não sei, ainda que a curiosidade impere loucamente. O que teremos? Doçuras ou travessuras? Dias de chuva e por-do-sol, ou noites como feriado? Nhaaammm... antes de ir fazer o que parei de fazer pra te escrever, preciso dizer que você é assim, singular assim, por isso não vejo mal em te lembrar e escrever, nem em pensar que isso tudo é ou não algo a se dizer. Pois como diz a música de um amigo nosso, pode não ser nada, mas não dá pra saber se não tentar (fantástico, né? Vai virar meu lema...).

 

É isso. Saudades sem fim, abraços e beijos barulhentinhos em ti xuxuuu!! E como diz outro nosso amigo [lembra qual? Eu não lembro mais, faz teeempo...], "no fim tudo dá certo. Se não deu é pq não chegou ao fim"!

 

Esqueci do clima, esqueci das conversas. Segui o dia. E meu sorriso parecia uma vida, grandiosa, mas inexplicável, sempre.

 

♫ | o ultimo [em 2009] da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto e está assinada logo abaixo. |:::| Esse foi inspirado também num depoimento trocado [e bem antigo], de uma Orkuteira especial.

 

 

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“…só pra saber o que você achou, dos veeersos que eu fiz e ainda espero respostaaahh” Diz Skank em Resposta. Leia e ouça aqui.



Foi dito por « tony » às 21:02
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♫ | Minha neeega!

 

Tava eu num bailão ouvindo muito trem bão, quando avistei aquele tudo num canto do salão. De longe e de perto, um pitéu. A carinha de “ninguém dança comigo” foi mais que motivo pra colar naquela preta.

 

 - tem par, minha nega?

 - tenho não, moço.

 - bora então, que ele chegou!

 

Nem eu acreditei que o 168 [pra 171 faltava 3 coisinhas, que fica feio se eu contar aqui] funcionou, e quando dei por mim rodopiava bunito, todo mundo olhava. Tenho certeza que Deus também, pensando baixo nos seus incomensuráveis [palavra grande e difícil, heinhô? Eu vi no dicionário e achei bonita pra escrever, né q fica mesmo?] devaneios: “serviço feito”. Deve ter aberto um sorrisão, daqueles que só quem tem o sentimento de dever cumprido consegue soltar. Mas vamo voltá pra minha prenda.

 

A gente tava ali num quase bem bom, passinho aqui, charme ali, conversas ao pé do ouvido, e o moço já tinha virado “que que isso! não me avexe, Adenor... aqui não, vai que alguém ouve!” e coisas assim [dentro daquelas 3 coisinhas que eu não vou contar, e já falei que fica feio se disser], até o final do festerê.

 

Depois do festerê a gente se esbarrou na rua e daí ela me deixou com o coração na mão e um telefone no bolso. Eu liguei, ela se importou, a gente se curtiu um tempão e depois foi curtir junto algo mais que morar. Passou mais um tempão e a gente tinha nossa família pra cuidar. Eu não prometi nada, mas cumpri tudo que a nega me inspirou a realizar! Eu nunca mais fui pro bailão, porque Deus me deu festerê em casa todo santo dia. Muita gente fala muita coisa, mas Ele me disse um dia: é amor, rapá! E mesmo que Eu não quisesse, vocês iam se encontrar!

 

Amor daqueles que crescem e viram um tantão de vida. Quatro e mais uma chegando, pra dizer nos conformes. Daqueles que a gente vive todo santo instante. Daqueles que eu nunca mais falei pra minha nega, e foi acumulando na barriga... ou ocê acha que eu engordei depois de casar porque?

 

 

♫ | mais um [possivelmente o penultimo de 2009] da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto e está assinada logo abaixo. |:::|

 

 

Fim de ano corridaço, muito trabalho! Só tenho parado mesmo pra escrever essas bobices que vem enquanto os fones de ouvido [praticamente membros anexos do corpo, heueue...] vão musicando na e recheando a mente [algumas bobices menores só via twitter, claro!], mantendo a queredeira de escrever nos “entretempos” dos dias... mas enfim, à um pulo de férias coletivas e da retrospectiva desse blog [e dum ano que foi e está muito gostoso, mas já pode acabar!] O resto é o resto :)

 

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“I got a woman, way over town... that´s good to me, ohhh yeaaah!” Ray Charles, I got a woman. letra aqui.

“E não duvide que um dia eu te darei o céu, meu amor junto com um anel... pra gente se casaaaar...” Seu Jorge, São Gonça. Ouve aqui.



Foi dito por « tony » às 22:35
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♫ | Depois da hora da escolha.

Um suspiro, e um tropeçar na mochila.

 

Olha praquele quarto desmontado, com as paredes marcadas de quadros, rabiscos, mãos, pés, e uma ou outra sujeira. Nos olhos do corpo, apenas as marcas. Nos da alma, as marcas das fotos, dos momentos daquelas fotos, dos dias sem fim, as tardes de muitas alegrias, das noites em claro, das longas conversas – ou as curtas que disseram tudo – e dos vários livros e textos espalhados pelo lugar. O cheiro do próprio perfume misturado a poeira e o suave odor das velharias que vamos encostando na nossa vida e no nosso mundo, de dentro e de fora.   

 

As caixas, poucas e empilhadas, terminam de completar o cenário daquele lugar tão seu, seu motivo para fechar os olhos e ir além. Desprendido das velhas práticas. Despido de mágoas e sabores amargos que nunca serão maiores que aquelas lembranças, mais que naturalmente as primeiras dos muitos instantes que foram vividos ali e por ali. Despedindo-se de um tempo que não volta mais, felizmente pensou ele, “já que a vida é feita de encontros e desencontros, e no misturar deles a gente vai aprendendo”, como sempre lhe disse um casal, amigos seus. Ele estava tranqüilo com a decisão que tomou, nem poderia estar doutra maneira.

 

Ouve o barulho do carro chegando, a porta abrindo, o trilili-tralalá dos amigos. Não na lembrança, reais mesmo e mais atuais, impossível. Abraços e beijos, aquele seu sorriso amarelo clássico e inesquecível [segundo os amigos; ele o achava apenas amarelo normal e normal como ele] passeando entre os cumprimentos. Um pouco mais de força aqui, um cuidadinho acolá, e tudo no carro. Menos a mochila.

 

Essa ficou por ultimo, junto com o mp3 player, os fones que tinha ganho da mãe, e a chave. Mais uma passeada pelo quarto. Os raios de sol batiam na janela e formavam um sorriso na parede oposta, como se fosse uma resposta ao que ele estava pensando enquanto caminhava: “o prazer foi meu, também :)”. Mochila num dos ombros, aparelho no bolso, fones na camiseta, chave na mão. Um olhar sereno. Um coração em paz. Um trinco torto, três voltas, uma batidinha na porta, segredo pra ela fechar bem, que quase toda porta que se preze tem.  

 

Sentou no banco de trás, largou a mochila do outro lado do carro, desligou o celular, ligou o MP3. Tirou na manga um pequeno suor da testa, e com as mãos um pouco de pó da roupa.

 

Outro suspiro, agora era pra valer.

Levara consigo o que era necessário. Partiu...

 

 

♫ | outro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|

 

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 Essa eu nem vou descrever, vale muito a pena ler e ouvir. Jason Mraz, The Boy´s Gone. letra aqui.



Foi dito por « tony » às 14:11
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♫ | I feel good

Por que o jeito como ela cuida de mim é único.

 

Como a cor dos olhos dela, que refletem uma expressão que me toca no ponto onde alguém passa de fazer parte na minha vida: torna-se especial nela.

 

E seu sorriso com um dente imperfeito, guardado por um par de carnudos e vermelhos lábios, aqueles sempre dispostos à mim; esses sempre servindo a mim, porém o servo mesmo sou eu: me curvo ao prazer destes beijos e venero seu corpo em cada ponto, perfeitamente moldado pra nos fazer satisfeitos.

 

Por que ela tem um jeito de falar que me fascina. Faz as melhores perguntas, me arranca verdadeiras respostas, e a forma de me olhar e rir dá certeza de que ela não só gosta do que ouve: gosta de quem diz, e expressa isso (sempre!) da melhor maneira que existe.

 

Parece ter sido feita pros meus planos. E me coloca nos dela como quem se desse não por satisfeita, mas com um novo motivo pra crer que isso vale a pena.

 

É tanta coisa que muitas vezes nem parece ser uma só.

Porém todas elas me fazem muito feliz.

E eu rio, feito menino arteiro.

 

♫ | outro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|

 

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 “... we´ll explode in ecstasy, and I won´t take the blame: that love won´t let me wait...”, Diz John Legend [em uma regravação simplesmente fantástica :)] em That Love Won´t Let me Wait, nessa faixa abaixo, e na letra aqui.

 

 

 “...mas nenhuma delas me fez tão feliz, quanto você me faz ...”, Diz Martinho da Vila em Mulheres, nesta letra.

 “... perto de uma mulher, são só garotos...”, Diz Leoni em Garotos, nesta letra.



Foi dito por « tony » às 18:00
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23:35, um cd.

[escrito em 2007 pra esse blog aqui]

 

Noite estranha, copo vazio, cinzeiro cheio, carteiras vazias. Eu estirado no sofá. Ao fundo, não adianta nem tentar me esquecer. Durante muito tempo em sua vida eu vou viver. Eu sei Roberto, eu sei. Ela também sabe, vai var que foi por isso que fez o que fez. Xápralá.

 

Arrastados vamos, eu, minhas havaianas [que mais parecem haitianas, dado o seu estado] vermelhas, bermuda seminova e semivelha [depende do ponto de vista] e só, e a velha protuberância corporal central [pancinha sexy, muito prazer!] pra cama, depois de mais um dia daqueles e depois do ilustre pedido da TV pra ser desligada. Deito.

 

 

[lá desse link aqui]

 

Não sei que horas, não sei qual dia. Sei que a vida já foi longe, já foi bela, já foi. Sei que tem muita gente ao meu redor querendo me por a cela, pra ficar mais linda a maneira como me usam. Sei que é mais fácil fingir o que é do que ser quem se é [e o engraçado é que os outros nunca estão contentes com quem somos – frustrados!] do que ter personalidade. Rolo prum lado pro outro e inclusive você, sono, também pegou essa mania de fugir de mim. Ele tem a paz e não sabe. É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo. Ahhhhh tá, Rei. Quem ouve pensa! Mas olha bicho, até que não deixa de ser ruim essa sua idéia, valeu.

 

Levanto atrás de um copo d´água [que isso ainda tem nesse pedaço bagunçado e nublado do universo também conhecido como meu apartamento], antes porém passo no banheiro e olho pra essa cara mal barbeada e com 31 dentes tortos e amarelos, prometo pra mim mesmo que amanha vai ser outro dia [doce redundância!!]. Agora sim, a cozinha, o que já foi uma geladeira [hoje é uma vaga e enferrujada, mas funcional lembrança da mesma], o copo, a água, a volta, eu deito, eu to pegando no sono, quem espera que a vida seja feita de ilusão, pode até ficar maluco ou morrer na solidão, é preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer... chega Rei, obrigado pela companhia. É preciso saber viver. Eu durmo.

 

 

Os cartazes de dois posts abaixo deram resultado... dia 25 proximo, em São Paulo, recebo um certificado de participação e a menção honrosa por tal, no concurso [e a assinatura de uma revista]. Bem bacana ter o trabalho reconhecido [e uma certeza: não sei lidar muito bem com isso, rs!] =)... os dias têm sido daqueles, do jeito que eu gosto! Cansam mas divertem, até me fazem resgatar um ou outro txt meu perdido entre cadernos e blogs q já particpei; uma entre várias lembranças que dias assim costumam proporcionar. E o resto é o resto ;)

 

Arremate: “(...) O verdadeiro sucesso está em ter paz de espírito, em ter a consciência tranqüila, em buscar a melhoria interior, busca esta que deve ser constante.” (Momento Espírita)

 

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“We just don´t care, we just don´t care…”, Diz John Legend em P.D.A. (We just don´t care).



Foi dito por « tony » às 21:38
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Nós, a liberdade e o conteúdo.

 

 

Este serzinho que mostro acima apareceu no portão de minha casa numa terça [quase noite] fria e nublada, clima que combina com Curitiba mas não com primavera. Aparentemente machucado, não ofereceu resistência para ser pego e dentro de casa avaliado, limpo e alimentado. Depois, uma rápida passeada pela vizinhança para saber se tinha dono, a negativa e uma suja gaiola de presente.

 

Gaiola pra qual não foi, já que meu quarto estava com um ambiente mais divertido para que passasse aquela noite. Onde mesmo dando seus pequenos vôos, achou com o que entreter-se até que o sono nos pegasse e devidamente nos colocasse cada qual em seu canto. Despedi-me pela manha, e ao voltar do trabalho minha mãe avisou-me que conseguiu com outro vizinho um lugar para ele ficar, realmente livre. E sem a gaiola que ganhamos.

 

Este pequeno caso colocou-me a pensar tão intensamente quanto aquele par de olhos total e puramente vermelhos daquele pequenino, sobre o que é essa tal liberdade. E qual o tamanho das gaiolas que nos impomos na vida: a resistência de suas grades, e nossas resistências particulares para entender e viver considerando que a liberdade, tal qual a felicidade, é uma condição que carregamos dentro de nós, e que aumenta ou diminui conforme nossa percepção do mundo, e de nós mesmos diante daquilo que nos está para viver. Reflexão que conseguiu ser fechada com chave de ouro no final daquele dia, onde fui presenteado com um texto [ouvido, primeiramente] que entre outras coisas, diz:

 

“Bem se vê o quanto a liberdade é preciosa, pois representa a culminância de um processo de aprendizado.

Quando o Espírito compreende a essência dos mecanismos que regem a vida, torna-se amplamente livre.

Liberta-se da ardência dos sentidos, de dores e de vícios.

A liberdade é uma Lei da vida.

Tem como suas naturais contrapartes a responsabilidade e o mérito.

Porque pode optar entre várias condutas possíveis, a criatura tem mérito ou demérito conforme o que decida realizar.

A ninguém é lícito suprimir a liberdade do próximo ou transferir a responsabilidade dos seus atos a terceiros, ao segui-los sem refletir.” [TEXTO NA INTEGRA AQUI]

 

E daí não foi preciso pensar muito além =). Estendeu-se à lembrança desta percepção de mundo, o aprendizado que nos implica um dado volume de conteúdo. E sobre conteúdo, até digo que somos aquilo que escolhemos e quanto absorvemos do que e de quem está ao nosso redor. Mas deixo-lhes com um podcast chamado Café Brasil, numa edição antiga que trata sobre gente nutritiva. Ouça neste link, e leia o podcast na integra clicando aqui.

 

Recomendo passear pelo site e ouvir / ler os demais podcasts, que tratam com primazia [e aposto que fazia tempo que você não lia esta palavra, prezado leitor!] de um muito que costumamos discutir na blogsfera. E você, livre ou não, tem se alimentado com o que? O resto é o resto :)

 

Arremate: Só os muito sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam. [Confucio].

 

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“I´ve Just got to getcha this good job done / so I can bring it on home to ya”, Diz Ray Lamontagne em Three More Days.



Foi dito por « tony » às 19:30
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Dois cartazes e um post de visão.

Salve salve! Pra começo, e num raro momento de automerchan, aviso que estou participando de um concurso de cartazes que vai dar um interessante premio. O tema é sustentabilidade. Podia inscrever no máximo duas peças, mandei duas e para minha surpresa foram ambas pra pré-seleção de projetos. Estão logo abaixo, e se acreditarem que ele merece algum voto, deixo o link ao final deles, para que me digam o que acharam =).

 

 

 

 

 

 

http://www.desafiocomputerarts.com.br/desafio2009/galeria.php?classe=grafico&keyword=tony

 

 

agora,

Um post de visão.

Pés no chão do quarto. Um casal de passarinhos brincando no telhado alto de uma casa baixa com céu nublado e o cheiro da chuva misturado aos demais da cidade, num perfume impossível de não perceber. Outros finais de dia, agora melhor perceptíveis como começo de noite: o por do sol é a companhia desses instantes. Ou um pouco antes de vê-lo [o sol, claro!] brilhare refletir num laço, acompanhado pelo mar de gente que transita, cada qual com seu oceano para navegar [ou naufragar, conforme o seu estado de espírito, prezado leitor]. Um caminhar sem hora, e cachorros entre assustados e prontos para fazerem-se teus, param, olham, e se abanam inteiros durante e depois de um afago que significa um sorriso trocado. Como os vários espalhados em casais apaixonados, em amigos de toda data, em pares de olhos que variam do verde ao azul e eu seria injusto se me comprometesse a descrever só um. Não apenas por serem belos ou alguma coisa assim, é só para não levar a prosa muito longe. Mesmo que não seja tão longe quanto de onde vem aquela brisa que me beija com um gostinho de muito mais, tocando meu corpo mas sussurrando na alma: a vida é simples, simples... aproveita! E o quentinho que o sol dá junto com um outro ventinho que só tem nessas bandas de cá, costuma reiterar o que a gente sempre sabe mas as vezes não lembra: o resto é só o resto.

 

Arremate: A gente só vê o que conhece. [Augusto Carlos de Vasconcelos].

 

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“Só se conformemo quando o Joca falou: Deus dá o frio conforme o cobertô”, Diz Demonios da Garoa em Saudosa Maloca (do fantástico Adoniran Barbosa).



Foi dito por « tony » às 21:33
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 ♫ | Quando você busca uma luz...

Olhos fixos em algum lugar, definitivamente muito longe dali. A cabeça em algumas fotos, em algumas palavras, em várias histórias: tudo atrás de duas perguntas, e duas respostas. E ele tem as duas perguntas, mas só uma das respostas. E ao mesmo tempo em que era o que mais lhe importava naquele momento, era o que menos se precisava pensar. Por todas as coisas que a vida costuma significar e que você pôde ler em algum lugar perdido por ai, e que já foram consideradas das mais distintas formas.

 

Pode ser no carro à caminho do trabalho, ou no caminhar despreocupado na hora do almoço, naquele dia mais tranqüilo ou pra esquecer do que a rotina está pedindo. O mesmo olhar fixo em algum lugar longe dali. As duas perguntas e uma resposta. Como namoradas dedicadas, recíprocas: ali, sinceramente presentes. Firmes e solicitas. Companheiras com 12 letras e um sem número de gestos. Como três faces de uma misteriosa [será que é isso que a faz sedutora?] mulher, a vida.  E todo um outro conjunto de pensamentos que trás a mais completa certeza: de que tudo vai dar certo.

 

♫ | primeiro da série “da letra à música”, de autoria deste blogueiro que vos escreve. Se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto. |:::|

 

Posta-se assim >> Na correriaNa correriaNa correria

 “... consciência e paciência, intensas modificações...”, Diz JQuest em Todas as Janelas (do álbum Discotecagem Pop Variada, um dos de maior destaque na carreira da banda). Ouça Clicando aqui. E a letra está aqui.



Foi dito por « tony » às 14:17
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Paixões e escritos.

A PAIXÃO (1)

Sempre falo disso por aqui (paixão), já q sou um ser movido por elas.

Então tão, outra das paixões que carrego na vida são as animações. Sempre que consigo, invisto meu tempo assistindo a realidade sendo reproduzida através de traços e/ou outros elementos que se permitam animar [no ultimo feriadon fui ver UP!, e recomendo!]. Meu “talento” para a área nunca foi qualificável o suficiente para me colocar trabalhando neste mundo [o que particularmente acho bom; certas coisas só mantêm-se prazerosas se nos limitarmos a sua observação], o que me permitiu crescer e continuar envelhecendo, sem perder a “infantil” admiração por esta arte tão sublime. Meus futuros descendentes não poderão reclamar que eu não fico vendo TV com eles :o))... abaixo, uma pequena (e bela) historia contada animadamente [ / trocadilho]. Peguei lá no Smelly Cat [clica pra ir!], um excelente blog sobre o assunto.

 

 

Anchored from lindsey olivares on Vimeo.

 

 

 

PEDALAR, CORRER, E NADA: A PAIXÃO (2)

Minha alma sempre foi esportiva. Dos tempos de muito muleque, o futebol na rua e depois numa quase escolhinha, fora jogá-lo todos os dias na escola e com esse mesmo pessoal fora dela, nos finais de semana. Nos últimos 5 anos, bikear e correr passaram a frente da atividade boleira pelas circunstancias da rotina. E desde então tenho feito o que posso para encaixar as duas atividades nos meus dias com uma certa regularidade... enfim consegui.

Bikear é descobrir a mesma cidade através de outros caminhos, passando por ruas que você passa todo dia, olhando sem ver. Ou virando numa esquina, e descobrindo as cidades dentro da cidade, universos particulares de um infinito ao meu redor. Metade da atenção no transito [que em algumas regiões privilegia os ciclistas], a outra no resto: pessoas, olhares, a vida ali passando em cada um, e quanto tempo eu vou andando sem as mãos. Quando não, um parque-a-parque pelo prazer da pedalada. [Costumam chamar de loucura, pq dá uns 75-80km, fácil...]. Correr é um momento muito pessoal, muito intimo. É um jeito de parar e olhar para si, deixando que mente e alma falem mais que o corpo, que vai sendo guiado por onde necessário. Um exercício constante de meditação, concentração, paciência... dois momentos nos quais costumo organizar mente e coração para o dia-a-dia que sempre reserva de tudo um pouco. E de brinde, o corpo não padece.

Nada, bom... esse é um esporte muito raro de praticar, da minha parte. Mas adoro, toda vez que eu faço :)...



Foi dito por « tony » às 17:55
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O PEQUENO ESCRITO | ERA PRA SER QUASE ASSIM – UM DIÁLOGO

 - pra sempre?

 - sempre acaba. Pode ser por mais tempo?

 - todo onde faça sentido.

 - vem comigo?

 - até o fim daquele caminho. E você, o que me contas?

 - você sabe tudo de mim, sem que eu precise dizer. Sempre soube.

 - não que eu quisesse, é natural. Cabe muita coisa num olhar.

 - [suspiro] é...

 - mais do que a gente imagina.

 - como naquela musica?

 - melhor que lá, pois é real.

 - e o que não é real?

 - você.

 

 

OUTRO PEQUENO ESCRITO | RECOMEÇAR (fontes distintas, e confusas!)

Não importa onde você parou... em que momento da vida você cansou...

o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".

 

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...

é renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.

 

 

Sofreu muito nesse período? foi aprendizado...

Chorou muito? foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia...

 

Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos...

Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora...

 

Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...

de encontrar prazer nas coisas simples, de novo.

 

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“I've gotta turn and walk away. I don't have anything left to say... I haven't already said before, and I've grown tired of being used, and I'm sick and tired of being accused...”, Diz James Morrison em The Last Goodbye. (do 1º Cd dele, Undiscovered. Sensacional…)



Foi dito por « tony » às 17:50
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Do(i)s cotidianos.

Chega em casa um pouco mais cedo que de costume, pois conseguiu sair um pouco mais cedo que o de costume, da labuta que é mais divertida que monótona, por ser outra paixão. Por que outra?

A paixão qual anda o cativando tava ali, na cozinha, de bermuda e blusinha, pernas balançando entre o balcão e o fogão, ao som do final de uma – de várias – música[s] que a eles sempre ouviam quando ficam por ali, seja a cozinhar, seja a matar tempo com o outro. O barulho da chave na porta tinha feito ela virar só o pescoço, e segurar o sorriso para quando surgisse por ali. Sorriso dado, beijo trocado, enfim dia ganho. Troca de roupa e volta pra lá desvendar os outros cheiros da cozinha, pois o da cozinheira já estava impregnado nele, até a alma. Cheiro de comida boa, e mais: uma comida que adooora e não sabia fazer. Numa das mãos, algo para ela ver.

 - [ele] lembra aquela bolsa que a gente tinha visto passando pelas lojas e não levou?

 - ahnnn... qual?

 - aquela com os detalhes listrados, bolsos externos e talz...

 - sim, lembrei... qq tem ela?

 - por enquanto nada [daí passa a mão pra frente] a idéia é que tenha :)...

 - olhaaaaa ;D...  que liiinda!

 - combina com aquele vestido com as listras mais fininhas, quase risca de giz... passei por lá hj, daí trouxe...

 - [tasca um bjo nele] não precisaaava... mas como é q vc lembrou?

 - como esqueceria, oras? Rhaam... [ele abaixa pra ver o qq tá no forno, pra confirmar as suspeitas que os cheiros traziam]

 - fui atrás da receita...

 - uuuuuiiia [cara de “o cheiro está bom”] =)...

 - oce ama comer isso, né [sem trocadilhos aqui, pessoal!]?

 - nossa, e há tempos tava a fim de comer...

 - já já fica pronto e você mata as lombrigas, amor :)... aproveitei q estava com mais tempo e não esqueci disso, faz tempo que era pra eu fazer pra ti, goora consegui!

 - [ele faz uma cara de “que mulher que eu tenho ;D” e emenda um carinho em seu rosto] hmmm, você é o máximo!

 - ela devolve o cafuné, pega uma colher que estava no fogão, e faz a pose [com cara digna de filme de comédia] para interpretar a música que rolava ao fundo: and I can tell by the way that you walk that walk, i can hear by the way you talk that talk, and I can know by the way you treat your girl, that I could give you all the loving in the whooooole wide world, ooooooohhhall want to do…**

Ele a tira pra dançar o resto da música, e deixam o resto do dia rolar, com a simplicidade que está sempre por ai e a gente deixa as outras coisas da vida omitir; com uma felicidade que chega a ser brega de simples [porque é grande o valor das pequenas coisas], e que não teria graça se não fosse assim.  

 

**Etta James (que é fantástica, diga-se), nessa musica aqui.

Posta-se assim >> Bobo

“… and life is like a song…”, Diz Etta James em At Last.



Foi dito por « tony » às 10:49
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Um tratado.

Para todas as vezes em que você parecer encontrar-se nesta situação:

Fica combinado que o prazer da vida está em viver as coisas de cada dia; ainda que seja tão ou mais interessante lembrar ou planejar. Plante hoje o que você quer para o futuro, mas não lamente hoje (nem amanha!) a idéia de que pode vir a ser diferente do que se quer. Nossas verdades são só nossas; noutro alguém, no máximo é algo interessante para se concordar, sinceramente ou não [e sempre serve para uma meia-dúzia de palavras de sempre!]. E quem disse que sonho que se sonha junto é realidade, esqueceu de dizer – ou não teve a oportunidade de viver isto para discordar – que os sonhos individuais não perdem seu valor. E se a resposta para esse sonho for “maior que qualquer coisa”, bingo. Sua realidade é outra, simples assim; com certeza você não terá sonhado com ela. E daí você vai ter sonhado junto... à uma série de ilusões.

Fica combinado que só você responde pelos seus atos. Ainda que sua inspiração tenha origem direta em algo ou em alguém. E que você não deve esquecer que egoísmo e abdicação são forças distintas, mesmo que oriundas de uma vontade pura, nem sempre simples. Uma escolha é sua, o preço é todo seu. E vai ter algo ou alguém, em alguma hora, que vai fazer questão de te frisar isso, usando os recursos mais maldosos.

 

 

 

Fica combinado que só você sabe o quanto você se dedica, não importando o quanto você se dedique para traduzir isto ao que / a quem está ao seu redor. A melhor forma de não decepcionar-se é deixando de esperar que os outros não te decepcionem. E que varias vezes, de verdade, não vai importar o quanto você se importa: o outro lado não vai se importar; especialmente se o que há desse outro lado for “maior do que qualquer coisa”. Por mais que digam que não, os atos serão claros demais pra você acreditar, neste caso, que esteja errado.

Fica combinado que você não pode esquecer do que leu uma vez [e depois várias outras]: **Ninguém, ninguém vale uma lágrima nossa. Nada nem ninguém podem ser capazes de fazer jorrar rios de desilusão só porque escolheu pelo caminho da felicidade. Se alguém lhe foi indiferente, dê risada da vida, pois viver é tudo**. E daí reitera-se o combinado dois parágrafos acima: as escolhas são suas. Os preços são seus. Nunca se culpe se te culparem. Não culpe ninguém por ter vivido o que viveu. Fica combinado que vale a pena, mesmo que em alguns instantes, você sequer desconfie do que isto pode significar.

Fica combinado, que você combine isso sinceramente. Vai fazer bem. Mesmo q seja repetitivo. Vai fazer bem.

 

**Grace Olsson, nesse texto aqui.

Posta-se assim >> Na correriaJóiaNa correria

“So go on baby, make your little get away. My pride will keep me company and you just gave yours all away. Ohh, now I gonna dress myself for two: once for me, and once for someone new…”, Diz John Mayer em I´m Gonna Find Another you.



Foi dito por « tony » às 21:17
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...

Entretido com tipografia [se não souber o que é, clica pra ter uma breve noção] e com o que mais a vida offline me pede, venho cá rapidinho para dizer um olá rimadinho. E dizer mais do que cabe num tweet só e menos do que poderia se dizer neste blog. Mas dizer, o que por si faz bem.  Cada dia segue com suas inesperadas [porém não menos interessantes] novidades, algumas verdadeiramente surpreendentes, mas cada uma delas com um jeitão de “você plantou, agora colhe!”. Dias de queredeiras enormes para escrever, sem encontrar as palavras “certas” para dizer de uma maneira mais simples o que simples parece ser.

 

 

REPOST + ATUALIZAÇÃO | Sempre olhei pra você com um jeito estranho. Não conseguia te definir muito bem, ainda que soubesse tudo o que você queria. Decifrei os teus segredos, antes mesmo deles existirem. E muitas vezes fechei meus olhos, pra ver você seguir. Pois quanto mais vivi com você, menos vivi pra mim.

Sempre olhei pra você com um jeito diferente. Sei tudo que você é, e cada um dos segredos que guardo aqui, foi em ti que me inspirei. Igualmente não te defino tão bem quanto gostaria, contudo tenho aqui tudo que preciso de você, passado. Eu, presente. Aqui estamos.

Olhos nos olhos, face ao espelho, quem é que vemos aqui? Do que mais precisamos, pra seguir? Não esquecer de viver cada dia, todo dia, disse o outro lado do espelho, sem mover o lábio. Afinal saber conversar consigo requer mais que gestos. Sem esquecer de esquecer. Sempre lembrando de lembrar. Seguindo, observando e posicionando, vivendo, aprendendo, vendo pagar, pagando pra ver. E enfim sabendo que você não sabia o que significava incondicional. Agora vai aprender. Pois, de um jeito ou de outro, numa hora que você nunca vai saber: vai valer a pena.

 

 

E o resto é o resto =).

 

Posta-se assim >> EsportistaSem jeitoEsportista

pra onde é que eu corro agora, além de mim?”, Diz Jota Quest em Paralelepípedo.



Foi dito por « tony » às 19:42
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01/2 | Cinco em 50.

A história deste blog, contada outra forma =).

 

 

02/2 | Era pra ser quase assim | uma carta

Te olho nos olhos e com um beijo digo o resto. O sorriso é fácil e é teu, ele fica aberto antes de chegar ao seu ouvido pra dizer: você me faz ser mais. Um cafuné do outro lado, deixando a nuca arrepiar o resto do corpo. Passa as mãos pelo pescoço para ajeitar os cabelos curtos, e olhar por inteiro para o rosto que ele considera o mais bonito do mundo, junto com o resto mais gostoso do universo. As mãos passeiam pelos braços, antes de encontrar a cintura, e dali pra cima em tudo passear, enquanto outro beijo nos envolve na intimidade que construímos juntos. Você se encosta e fica onde gosta de estar, lugar mais que quisto, cativado por um sentimento maior, maior. 

É isso que me vem à cabeça em cada vez que penso em você. Que sabe matar minhas vontades, que sempre anula minha saudade, e faz do querer mais não um gosto, uma realidade. Sentindo prazer no seu prazer, desde aquela conversa despretensiosa num começo de dia num ônibus, depois o final de tarde num parque... lembra? Quanto tempo já faz?

Faz tempo, você colocou cor na minha vida e eu aprendi a fazer a sua vida mais feliz, com todas as nossas diferenças. Faz tempo, e superamos as dificuldades mais imprevisíveis, vendo nas marcas um do outro um jeito de fazer certas tatuagens. Faz tempo, e é melhor que quaisquer dos sonhos meus. Minha vida fica perfeita quando são quatro paredes, eu, você e Deus :).

 

 

[...]Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor, tecido do melhor de si mesmo e do outro.

Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.

Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar"; e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.  [...]

Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu.

Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões.

Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.

Quem Namora - Artur da Távola

 

Posta-se assim >> Bem humorado

(…)Until I meet her and each days get better. Nobody knows, nobody sees… nobody else understands me like she. Now there I Know what true love means, I Just hope she stays with me...”, Diz John Legend em Each

Days Gets Better.



Foi dito por « tony » às 16:56
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Três horas de um dia qualquer.

Acorda sem olhar o relógio que provavelmente marca um horário diferente do seu comum. O radio do relógio toca, qualquer coisa q ele já ouviu e se prestar atenção, vai fazer lembrar-lhe alguém que lhe chamou a atenção alguma outra vez. Apóia-se na porta pra ficar escovando os dentes, de costas pro espelho, de frente para seus pensamentos, de toda uma vida que só assim pode ser vivida. “Mas não com omissão, isso não”, foi o segundo grande pensamento do dia. O primeiro pensamento, materializado no pão na chapa – aqueles feitos sem mais nem porque, com um café com leite do jeito que só ele consegue fazer – e sempre disse que não precisa mais (a vida é simples, simples), pra sentar e deixar que os demais pensamentos conduzam aquele dia.  Tira a calça, coloca a bermuda, meia, tênis, aquece, olhos fechados (pra te encontrar...), chave no portão, 15 passos, trote, corrida. O vento tocando o seu rosto, lhe lembrando que o tempo vai com ele: levando em suas asas, os seus dias dessa vida passageira. Não presta atenção nos rostos nas janelas dos sobrados, nas caras assustadas dos ônibus, na vida passando em cada vida que passava por ele. Respiração no lugar, olhar pro nada, cabeça mais distante ainda. Não vê também uma loira de olhos azuis claros que olha pra ele com aqueles olhares que tem todas as intenções e palavras que cabem naquele tão singular “não é nada”, que cada mulher diz antes de começar a discutir com o amado (ou quase), conforme a reação. E talvez nem fosse preciso, ele acabaria respondendo de um jeito surpreendente aquele “não é nada”. Confuso?

 

 

 

Como cada historia que ele já tinha ouvido e tinha começado a lembrar, quando os pensamentos chegaram ali. De amizades sinceras, amores impossíveis, tardes de todos os dias, noites contadas, momentos únicos, alguns mais, outros menos; Em todas as vezes que repetiu as mentiras que uma realidade trás, para que elas se tornassem as verdades dos próximos momentos. Os passos estão constantes, a respiração nem tanto. Corre por um caminho que já conhece, e que sempre lhe trouxe paz. Daquelas que a gente tem dentro da gente e deixa que as circunstâncias encubram, que os dias lhe permitam omitir, que os outros insistem em remover. Daquelas que a gente sempre reencontra quando se permite momentos assim, de parar um pouco – mesmo correndo – pra fazer tudo ser mais. E viver cada instante com toda descrição, com particularidade, com a singularidade que nossa vida merece.

Até bater no portão de casa, com o corpo suado e alma leve. E aquecer novamente pra não ficar com jeito (explicito) de falso atleta no resto da semana. E ir tirando a roupa, cantando aquela musica que lhe acordou, sem lembrar de todos os detalhes daquela que lhe chamou a atenção. Sem esquecer que a vida é mais e só fica assim quando a gente continua fazendo os pequenos acontecimentos tornarem a vida espetacular.

 

Posta-se assim >> Alegre

“Where the Light is”, álbum do John Mayer, ao vivo em Los Angeles. 



Foi dito por « tony » às 16:40
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E voltamos a nossa programação normal :)

Salve salve!

Cá estamos, depois de colocado na parede (pela expressiva audiência que me lê mas não comenta) e chamado de lagartixa que não posta, de volta ao mundo online... depois de um mais que desejado mês de descanso, namoro e desencano [não necessariamente nesta ordem], feliz, em paz, de baterias carregadas e cabeça arejada pros desafios que estão por vir, fervilhante no maquinar e realizar tudo que se almeja. Já tinha esquecido o que era ficar sem fazer nada, e faz um bem danado :). E relembrei o que é fazer um monte de coisas simples que simplesmente não tem preço. Mas não só de nada foram as férias, pois conhecer São Paulo é da hora [é, essa gíria me pegou] tal qual é [re]conhecer Curitiba pelos lugares onde sempre vivi, ou que ia sem esse olhar descomprometido. Se Deus quiser e eu novamente conseguir me permitir, ano que vem tem mais. Gooora vamos à rapidíssimas.

 

 

Pandemia no país, espaços coletivos sob ameaça, e um clima [ao menos nas cidades onde estive] mais que propício para disseminação do vírus H1N1. Já passei pela minha gripe do inverno, ileso. As vitimas, majoritariamente, tem sido aquelas com sistema imunológico debilitado / enfraquecido. Então tão, a minha sugestão para manter-se sadio é não permitir que seu sistema imunológico baixe, bem como tomar os cuidados que não servem só como prevenção: são saudáveis para a vida. Dispenso tecer qualquer tipo de discurso demagogo e politiqueiro pois o mundo está aprendendo agora, após alguns meses do inicio do surto, como controlar o numero de casos. Não há país algum preparado para fazer milagre.

 

[link pra charge aqui]

 

Alguma novidade [novidade mesmo] no ultimo mês? Alguma mentira quando os políticos podem se lixar com a opinião pública? E quando o presidente diz que a responsabilidade do “Presidente ops digo Senador” Sarney estar onde está não é dele? Essa pandemia é nossa há algum tempo e muito mais difícil de curar [omissão social e política]... deixo a minha previsão por aqui: da cambada que está por lá hoje, pelo menos 60% será reeleita. Nos 40% restantes, pelo menos 20% assumirão algum outro cargo em suas respectivas fazendas.  Já na economia, não é que no final das contas a onda não foi tão grande assim? E nunca na historia desse país permaneceu-se gastando tanto? Não esperava que o Brasil passasse com “tamanha maturidade” sobre a crise, que ainda não acabou, mas cá só vira monstro se todo mundo fechar os olhos e ficar chorando pela morte da marolinha.

 

 

Por falar em morte, digo que o M.Jackson é o Elvis da minha geração: tem gente que ama, tem gente que odeia. Mas todo mundo viu e ouviu. Guardo na lembrança não o homem pertubado por uma serie de dificuldades pessoais que não deixaram de ser um preço por sua genialidade; mas sim o homem que foi de singular contribuição pra forma como eu e milhões de pessoas consome música hoje.

 

 

 

 

No mais, eu digo que escrever “regularmente” durante 5 anos é uma satisfação que só cabe neste blog. Começou com um propósito que foi vagamente seguido, mas contribuiu significantemente para tudo que veio a seguir. Minha biografia digital repleta de coisas que muitos gostam (ou quase) de ler e outras tantas que só eu sei o que significa ter escrito. Que me trouxe amizades, empregos, relacionamentos, e é uma das formas mais interessantes de manter a minha paz. Continuo até escrever perder o sentido, comprometido comigo mesmo e com uma paz que não tem preço. Até que o resto deixe de ser o resto :). No máááximo no final deste mês estará aqui o que eu queria ter postado hoje mas, obviamente, não tive tempo pra preparar: um vídeo que conta a historia deste lugar qual muito prezo. Intééé!

 

Posta-se assim >> Na correriaMuito felizNa correria

“Saudades no coração, roupas de frio no verão. A lua crescente, sorri... ainda é noite clara aqui. (...) Levo a mala leve, sem pesar. Sei que vou voltar em breve...”, Diz Ludov em Noite Clara.



Foi dito por « tony » às 15:27
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Era pra ser quase assim | uma história

 

Não sei se caso ou se compro uma bicicleta.

 - sabe quando você pára diante da sua própria vida, e não está num espelho?

 - [o amigo faz cara de bolinho] não sei...

 - um dia você vai saber. É estranho quando gente vê nossa vida num corpo que não é o nosso, num olhar que é pra gente, num sorriso daqueles que você fica feliz só de saber que existe.

 - é, paixões engrandecem, meu amigo. E com todo esse tempo, tem que ir pra algum lugar...

 - verdade, muita verdade. Com ela parece que a vida segue, ao mesmo tempo em que para. Estranho, não?

 - não tanto quanto ficar confuso...

 - [ele faz uma cara clássica, aquelas que a gente só faz pras pessoas que nos entendem] de fato, não sei. Dividir uma casa, uma cama, uma vida...

 - você está inteiro pra isto? E ela, está?

 - eu nem sei se nós é algo inteiro, meu amigo. Não sei nem se um dia eu soube. Todo esse tempo... quando fui posto para parar e pensar, percebi que tudo não é tão grande assim. Tem coisas demais para pouco viver, se é que você me entende...

 - entendo sim! [uma pausa ao terminar o q estava bebendo]. No seu lugar não estaria diferente. Temos isso em comum: queremos mais atos que palavras, nossos e delas. O tempo nos fez magoadamente(conveniência!) exigentes(consistência!). E o erro meu amigo, é seu: um dia você aprende que assim como reciprocidade são vias de duas mãos, a iniciativa deve ter um pouco mais de reciprocidade. Pra ver e viver o que se precisa, não o que se quer.

 - fato...

 - se você não se prende a sentimentos antigos – o que não consigo e é o que mais admiro em você – deve aprender a não se prender aos atuais... quando você é muito com alguém, acaba deixando de ser tudo pra si. E sair deste lugar dói...

 - perfeito, traduziu. Sempre é bom conversar com você. É o tipo de coisa que a gente precisa ser lembrado, muito obrigado.

 

Estava sentado ao lado de um amigo, daqueles que a gente acredita porque tem um pra saber. Contava assim, parecendo coisa de livro, sem nenhuma modernidade, tão real quanto um dialogo. Fazia tempo que ele vivia isso. Uma historia daquelas que a gente não acredita, só vivendo mesmo pra saber. Contando assim, até parece coisa de livro, alguma dessas modernidades, ou até mesmo um post num blog perdido na internet. Mas ele tava com ela há tanto tempo, tanto tempo, que uma hora aquilo tinha que mudar. Seja pro que fosse.

Ele ia continuar, mas o telefone toca. Na verdade, uma mensagem avisando que o compromisso de mais tarde estava adiado. E esta mesma frase teria um sentido maior do que ele mesmo imaginaria. Saiu pq também tinha mais um compromisso, deu um forte abraço no amigo, que ainda disse: “você pode e deve se entregar. Mas é à vida, para a vida. E não aos preços que escolhemos pagar... seja o melhor pra você, antes que alguém te deixe sendo nada.”

 

 

No mais,

Depois de uma maratona de dois anos de muito estudo, empenho, olhos fechados, abdicação (sacrificios) e dedicação, faço uma pausa de verdade no cotidiano e rotineiro para fazer um balanço por outro angulo disso tudo que é formar-se, estar (entrar e não sair do) no mercado, viver um relacionamento, e levar a vida como levo, fazendo as coisas que faço, gostando do que gosto. Para alinhar os pontos fora do lugar e manter o essencial na estrada da vida. Pra respirar fundo e caminhar pra onde quero ir, me permitindo permitir só o melhor, pra aprender e relevar tudo o que for preciso. E seguir, aportando minha felicidade onde ela precisar estar.

 

Serão 30 dias de ferias [com uma viagem no meio dela, mas todos quão distantes possível de pc´s] pra querer um pouco menos, para ser um pouco mais. Volto no final de julho / começo de agosto, com visual novo por aqui e possivelmente alguma coisa que homenageie a casa, afinal tem o aniversário de cinco anos [é tempo, bastante tempo...] deste bloguito.

 

Até a volta, e que pra vocês o resto também continue sendo o resto!

 

Posta-se assim >> Muito feliz

“...desfaz o vento com o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou...”, Diz Skank em Resposta.



Foi dito por « tony » às 22:07
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Seria a vida uma novela?(2007)

Depende, meu caro leitor.

Mas costumamos fazer dela isso mesmo, muitas vezes.

Aquilo que muitos de nós assistimos as 21h (ou as 19h, ou a reprise da tarde, ou a das 18, ou aquela menorzinha de antes das 18 – isso num só canal...), dizem ser a arte imitando a vida. Não sei porque, mas o que tenho visto fora da telinha é justamente o oposto.

Pessoas se comportando como se tudo fosse novela. Roteiros meio parecidos: você é sempre a vítima, toda cheia de consimerações e dramas. E o mundo é a Odete Roitimann (ou seja lá como se escreve o sobrenome dela – não é do meu tempo, e eu não vi a[s] reprise[s] – sorry!). A parte romântica então, nossa! Só não sai CD com a trilha pq ainda não é todo mundo que tem pc em casa. “Ai, to com fulano, larguei de ciclano, mas amo mesmo o Zé, que ta com aquelazinha (que ama o ciclano)”.

E vivendo as coisas como se fosse possível retornar, e/ou como se fosse ficcional. Como se os sentimentos e marcas assim também fossem. E estão longe disso.

Nada contra nossa vida ser uma novela. Mas capriche nos capítulos. Grave o que é realmente importante. Não encha de coadjuvantes. E seja o verdadeiro autor da sua historia. A vida só é difícil de imitar quando a gente esquece que viver é uma arte. Falando nisso, pausa pra um pensamento que muitos já leram, mas que sempre será pertinente. Pois um dia a gente aprende:

A construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja a situação, sempre existem dois lados. Aprende que paciência requer muita prática...

 

E agora chega, que tá na hora da minha novela... o resto é o resto.

 

Posta-se assim >> Bico calado

“...oh, the truth hurts and the lies worse, how can I give anymore?”, Diz James Morisson em Broken Strings.



Foi dito por « tony » às 19:01
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Carta.

Hoje tocou uma musica que me fez lembrar de você.

E não lembrei apenas de ti, mas daquele tempo em que a gente convivia.

Tardes de um ano inesquecível, lá éramos adolescentes e estudantes, daqueles dias em diante, amigos por todo o nosso sempre. A gente usava uniformes ridículos, mas éramos felizes. Faz tempo, né?

Faz mesmo, hoje eu to aqui, fazendo o que eu já dizia que faria [e de nada destisti], você ai, aliança no dedo, vida nova. Quantas ligações, quantas palavras, sorrisos, brigas, lagrimas, piadas. Ainda somos felizes.

Não apenas por ter um na vida do outro, mas por não ter deixado a vida passar frente aos nossos olhos: lutando, estamos indo aonde queremos chegar... sem saber.

Se você continua dando aqueles xiliques [engraçadissimos e irritantes!!] por besteiras.

Se eu ainda uso aquela gíria estranha.

Se o seu cabelo ainda fica solto e vc fica com a cara daquela atriz.

Se eu uso o mesmo corte de cabelo.

Se a cura das suas gripes ainda é sorvete.

Se o meu remédio predileto ainda é CC: colo e cafuné.

Muitas vezes a vida é assim mesmo: não saber. É a duvida que nos corrompe, que nos move, nos leva a viver, nos leva a mudar. Instiga diversos sentimentos, entre eles, a saudade.

Foi exatamente nisso que eu pensei quando ouvi a musica.

Foi exatamente isso que eu senti quando pensei em você.

 

Que é especial. Mais que isso: indispensável, como essa nossa amizade.

 

Posta-se assim >> Na correria

“[...]vontade gêmea de ficar e não pensar em nada. Planejando pra fazer acontecer ou simplesmente...” Diz Skank em Balada do Amor Inabalável.



Foi dito por « tony » às 18:53
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Eu quero menos.

Eu quero menos preguiça, e aquela proatividade mentirosa, do tamanho de uma provocação. Eu quero menos discurso, menos conversinha mole, menos medo inútil, eu quero menos relapso. Eu quero menos desejos de pequenez.

Eu quero menos anulação, e aquela intenção nada descomprometida em inverter o inaceitável, supondo impor condições impossíveis. Eu quero menos lamentação, menos mágoa, menos transferência de responsabilidade. Eu quero menos omissão.

Eu quero menos desculpas, sinceras ou convenientes. Eu quero menos medidas, menos comparações, menos dúvidas desconfortantes, menos depois. Eu quero menos espera.

 

 

 

Eu quero menos horários atrasados, e listas cheias em agendas grandes. Eu quero menos cansaço, menos dor dentro, menos incomodo fora. Eu quero menos barulho, menos atrapalhos, menos porquês.

Eu quero menos resto, que é só o resto.

 

Posta-se assim >> Na correria

“[...] tu já ouviu o velho ditado que diz: a vida é simples, simples! Quem complica é a gente...” Diz Marcelo D2 em Minha missão.



Foi dito por « tony » às 19:05
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[post  especial] De um 25 de maio, um belo domingo...

Onde eu poderia ter feito qualquer outra coisa.

Mas eu decidi entrar na internet, responder um recado no Orkut, e desde então eu não faço outra coisa a não ser... ser feliz, e estar completo.

Disse isto há mais ou menos nove meses atrás (num áudio gravado para ela), reiterando acerca de uma verdade existente há exatos 365 dias, ou um ano, se preferirem. Resume em poucas palavras, uma escolha feita há algum tempo e que, na época, sequer imaginaria que me faria tão bem.  Conheci a Mariana assim, e assim como quem não queria nada além, construímos desde então um relacionamento. Cá estamos. Um ano.

 

 

E se aqui chegamos, um dos motivos reside no fato de, em momento algum, ficarmos preocupados em quanto tempo poderia durar. A felicidade cativada um no outro, o desejo de conversar sempre, quanto mais, cada vez mais. E “trocar jornais” [como costumeiramente dizem nossos pais] todos os dias. E em momento algum hesitar em saber das mesmas coisas, perguntar as mesmas coisas, gostar das mesmas coisas. Iguais? Um pouco, só o suficiente pra que a proximidade (somada as nossas semelhanças e diferenças) nos torne complementares, daquele jeito que só histórias felizes conseguem juntar.

 

 

Complementares o suficiente para que cada troca seja única; para que cada olha seja singular, como se diante da gente estivesse alguém visto pela primeira vez, e admirado como nunca antes. Pra que a gente busque o melhor do outro, no outro, pro outro. Com uma dedicação que dispensa explicações, tão bem realizada. Com demonstrações e declarações suficientes pra nunca transformarem-se em auto-consimerações baratas. Fazendo sua parte e um pouco mais pra ver os mundos girando em paz, permanecendo inteiros o suficiente para ser metade de algo que dá certo.

 

 

Certo, como nossa sintonia. Como cada risada arrancada fácil, cada detalhe pego no ar, cada valor dado para todas as coisas da vida do outro. O que permitiu-nos entender que nosso relacionamento é um muito mais, grande o suficiente para ser levado ao posto de incondicional. E a única medida que encontramos é não ter medida alguma, para permanecermos felizes, e completos. Ainda que procurem se colocar entre o relacionamento. Ainda que questionem a verdade dele. Ainda que essa medida seja levada ao extremo para alinhar qualidades e defeitos.

 

 

E gratidão é um sentimento que fica pequeno, pra definir o que guardo aqui, por todos os momentos que já vivemos. Felicidade, na ponta de uma palavra ou completa como um abraço, também é expressão mínima pra declarar este tudo que nosso relacionamento acaba significando. Por que ele cresceu e evoluiu, sem dar sinal algum de que não tinha mais para oferecer. Por que ele se fez cada vez mais, tão mais. Reaprendendo um sem número de coisas. Aprendendo outro sem número de coisas. Descobrindo que amor pode ser muitas coisas, contudo fica divertido quando significa uma pessoa.

E te amar é bom, Mariana.

Um ano, hoje. Você me completa! Só enquanto o resto for o resto :}...

 

Posta-se assim >> Apaixonado

“...and I think you would agree: the best thing is that it´s happening to you and me”, Diz Relient K em the best thing.



Foi dito por « tony » às 20:30
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Pitadinhas [2].

Entretido com a atualização do portifa (clica pra ver), acabei deixando de passar por aqui (1) e visitar todos que ainda vem nesse espaço um pouco empoeirado da blogsfera (2) ver o pouco de mais do mesmo q tenho escrito cá, em especial, neste ano. Ficam um sincero agradecimento e as minhas desculpas. Uma amostra do que tenho feito:

 

 

 

Pessoas são músicas, você já percebeu? Elas entram na vida da gente e deixam sinais. Como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os ataques de guitarras e metais presentes em cada clarão da manha. Olhe a pessoa que está ao seu lado e você vai descobrir, olhando fundo, que há uma melodia brilhando no disco do olhar. Procure escutar. Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, compreendidas, interpretadas. Para tocarem nossas vidas com toda essa magia de serem músicas. E de poderem alcançar todos os vôos, de poderem vibrar com todas as notas, de poderem cumprir afinal, todo o sentido que a elas foi dado pelo Compositor. [...] Mesmo que não estejam nas paradas. Mesmo que não toquem no rádio.” José Oliveira.

 

 

 

No mais, continuo procurando aprender a administrar o tempo, fazendo caber nele o que mais pretendo fazer, e que nem chega a ser muito [não considero muito, na verdade xD!]. Eu, tão acostumado a fazer de tudo um pouco, vejo-me ao mesmo tempo fazendo mais, e menos. Sim, é estranho, rs... mas vale algo que eu sempre digo pros outros e tenho esquecido de praticar: ater-me (melhor) ao essencial, planejar, buscar, alcançar, seguir. Reescrevo cá pra não esquecer. Pra fechar, como tem circulado por aqui [/trocadilho], piadinha infame: “quem morre de gripe suína, vira espírito de porco?”

O resto é o resto.

 

Posta-se assim >> Alegre

“[...] show me, that you love me. Show me that you walk with me…”, Diz John Legend em Show Me. [ouça e veja aqui]



Foi dito por « tony » às 21:36
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Pitadinhas.

Mesmo com o sem numero de links que tenho perdidos entre os e-mails e os favoritos, e sabendo já há anos o que é a “rotina” dos profis da minha área, pergunto-me as vezes se o pessoal que escreve sobre este todo que abrange minha profissão não dorme, não tem namorada, não usa o banheiro [ou tem uma boa rede wireless em casa], entre essas outras cotidianidades... dado o tanto de referencia que acabam conseguindo juntar [e divulgar], e provavelmente, fazendo o mesmo que eu: juntando pra poder consultar sempre [desde] que possível, estes materiais. Por outro lado, tem feito de muito que a gente vê [literalmente] por ai um amontoado de referências visuais, sem contextos adequados e/ou uma aplicabilidade mais coesa, suficiente pra fixar na mente dos receptores um “algo mais”. Provável que seja uma das perguntas que carregue comigo por muito tempo, e das respostas que for encontrando, consiga formular soluções eficientes para o meu ganha pão [e diversão :)].

Percebo que não tem sido um “problema” só meu, mas da maioria das pessoas que estão hoje envolvidas [usuárias ou produtoras de conteúdo ali] com os meios de comunicação (quase todos): a gente ver e ler muito, e acabar “guardando pouco”, parecendo que no fim do dia, a gente não fez nada. No esteio da velocidade e demais blablabla´s tecnológicos, acabamos direta e indiretamente criando uma paranóia em estar informados e antenados sobre tudo, opinativos sobre tudo, achando sempre que nos falta algo pra “se estar tudo bem”.

 

 

 

Nesse opinativos sobre tudo, temos na crista da onda a blogsfera, que está consolidadissima como mídia social, e já tem tantos desdobramentos quanto alguns formatos de comunicação [e de negócios]. Assim, temos diversos pseudo-sabes-tudo, com suas criticas acidas sobre tudo e todos, que são deveras divertidos de ler. Mas acredito que esteja impregnado em nossa natureza, falar mais mal do que bem. Nada presta. Futebol? Uma draga. Não preciso citar o presidente, né? Só dois exemplos, dos mais pertinentes. E ai de você, se falar mal de algum blogueiro... revoltas, comentários em massa, tudo que a gente queria ver acontecendo fora do mouse e do monitor ali, lindo, pomposo, como blogagem coletiva. Encerro cá o momento hipocrisia no modo máximo [ou dá pra falar do povo criticando sem ser igualmente critico?], vamos a outras pitadinhas.

 

 

Eu não ganhei minha passagem pra passear por ai! EU QUERO, RHAAAM... é capaz de sair alguma resoluçãozinha na moita, como sempre, as vésperas do feriado, pra tentar burlar mais um vexame que nossos [in]digníssimos praticaram, lá em Brasília. Pergunto: por que ainda o Governo não se desfez dos luxuosos apartamentos que os deputados não usam, para que assim se custeie quantas passagens eles acharem convenientes?

 

 

Coisa linda ver o Ronaldo esculachando nos gramados brasucas, não? Amanha ele estará cá em Curitiba; não sei se joga, mas que ele presta um grande favor ao nosso futebol ao estar mostrando um pouco do que encantou a Europa [e o mundo], ahh presta... sem contar que é o exemplo mais famoso que conheço, de superação. Um vencedor, em todos os sentidos.  Ainda em futebol, enquanto os grandes clubes brasileiros se afundam em dividas, recorrem a parcerias no mínimo duvidosas e tem serias dificuldades, a nação que ama o Clube Atlético Paranaense mostra sua força e hoje temos um estádio com 100% de ocupação de sócios, inclusive com um setor que ainda ficará pronto, totalmente vendido. Patrocinamos o time, em meio à crise. E o fizemos numa das fases mais difíceis tecnicamente, dos últimos anos. Paixão se vive assim.

 

 

Falando nisso, um post logo abaixo reitera como se vive uma paixão... surpresas em lugares que te pertencem, mesmo quando a pessoa é singular o suficiente para estar em todos os lugares, querendo ou não. Noutra oportunidade trato disso do jeito que se merece, pois estar com a Mariana faz o resto ser o resto ;).

 

Posta-se assim >> Brincalhão

“[...] and when there´s no one there to hold, and you realize the world is cold, don´t worry girl: i´m gonna take it from here…”, Diz Justin Timberlake em Take it from here.



Foi dito por « tony » às 21:44
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sobre

Era julho de 2004, alguém desocupado o suficiente para querer ter o que fazer, e preparando-se para os vestibas [logo, com vontade (in)voluntária de escrever], que vagando na net e cansado de msnzar e só, via-se escrevendo um texto aqui, outro acolá, já tinha meio caderno recheado com aquelas lindas, melosissimas [e depois de algum tempo, engraçadissimas] cartas e poemas amorosos, e assim ia, até que a internet banda larga chegou ao escritório/casa. Começou um capitulo de uma infindável história.

Estava enfim ocupado, e de bônus nasceu a oportunidade de fazer ótimas amizades e de aprimorar os conhecimentos na linguagem html, responsável pelo design de sites. Há alguns anos atrás era bom saber, hoje é imprescindivel na minha profissão o conhecimento das ferramentas de produção pra web. Isso tudo somado a facilidade pra escrever, que foi ampliada.

Visualmente ele evoluiu (como era de se esperar) até porque nesses 5 anos também houve um salto qualitativo na capacidade executiva do dono do blog, que sem preguiça consegiu faze-lo chegar até aqui.

O conteúdo nunca foi muito especifico. Postou-se sempre o que dava na telha, desde relatos detalhadíssimos de dias únicos, a junções e comentários a cerca de textos de outros. Especiais de niver do blog, retrospectivas, lá se vão alguns [muitos!] momentos da vida e das coisas deste que vos escreve. A periodicidade de outrora foi diminuindo em vista da carga de ocupações, trocando se o diário de poucas palavras por muito [de forma sucinta] em um ou outro dia.

E em 2010, a mudança para um endereço próprio: http://blog.tzaum.com.